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A taxa de desemprego subiu a 5,8% no trimestre encerrado em feverereiro, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua Mensal, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No trimestre encerrado em janeiro, o índice era de 5,4%.

Isso significa que 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem sucesso no trimestre, 600 mil a mais do que o trimestre encerrado em janeiro.

Apesar da alta ante o trimestre móvel anterior, a taxa é a menor para o período encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012, informou o IBGE.

Os dados também mostraram que o rendimento real habitual atingiu novo patamar recorde, chegando a R$ 3.679, aumento de 2% no trimestre e de 5,2% no ano.

De acordo com o IBGE, o resultado do trimestre encerrado em fevereiro foi influenciado pela perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção, comum no início do ano.

O setor de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais teve redução de 696 mil pessoas, enquanto a Construção registrou saldo negativo de 245 mil pessoas.

No trimestre encerrado em fevereiro, a população ocupada foi de 102,1 milhões.

“Nos dois casos há influência de movimento sazonal, sobretudo, nos segmentos de educação e saúde, nos quais parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade”, explica a coordenadora do levantamento, Adriana Beringuy.

“A construção também registra menor demanda das famílias por obras e reparos no início do ano”.

Na população ocupada, o IBGE estimou que 39,2 milhões de pessoas eram empregadas do setor privado com carteira de trabalho assinada, com estabilidade no trimestre encerrado em fevereiro de 2026 frente ao trimestre encerrado em novembro de 2025.

Na categoria dos trabalhadores por conta própria, formada por 26,1 milhões de pessoas, também foi registrada estabilidade nesse período.

Por outro lado, a categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada – 13,3 milhões de pessoas – apresentou redução de 342 mil pessoas no trimestre. O grupo dos empregados no setor público, estimado em 12,6 milhões de pessoas, apresentou queda de 3,7% frente ao trimestre anterior, informou o IBGE.

Seguindo o aumento da desocupação no trimestre, a taxa composta de subutilização da força de trabalho – percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada – cresceu de 13,5%, no trimestre encerrado em novembro de 2025, para 14,1% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026.

Essa taxa representa cerca de 16,1 milhões de pessoas subutilizadas no Brasil, mais 675 mil pessoas frente ao trimestre de setembro a novembro de 2025, ocasião em que a subutilização foi estimada em 15,4 milhões de pessoas.

Segundo o IBGE, a taxa de informalidade mostrou queda de 37,5% da população ocupada (ou 38,3 milhões de trabalhadores informais) contra 37,7% (ou 38,8 milhões) no trimestre encerrado em novembro.

“Nesse trimestre, a retração da informalidade foi influenciada pela queda na construção (que registra grande contingente de trabalhadores contra própria sem CNPJ) e em segmentos menos formalizados da Indústria e Agricultura”, diz Beringuy.

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Fonte : CNN

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