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A Secretaria de Segurança Pública de Brasília informou que já determinou que os órgãos responsáveis organizem a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para prisão domiciliar temporária. A decisão vem após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que concedeu a medida em caráter humanitário por 90 dias.

De acordo com o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, a ordem já foi distribuída para a Seape-DF (Secretaria de Administração Penitenciária), para a Polícia Militar do Distrito Federal e para outras áreas internas da própria Secretaria de Segurança que precisarão tomar providências.

Entre as medidas a serem implementadas está a instalação de tornozeleira eletrônica em Bolsonaro. Segundo apuração, já ficou decidido que o ex-presidente não precisará ser levado até a Seape-DF, pois a tornozeleira será levada até ele. No entanto, ainda não está definido se a instalação ocorrerá no hospital onde ele se encontra ou na residência após receber alta.

Defesa apresenta listas exigidas pelo STF

A defesa de Bolsonaro já cumpriu parte das determinações do ministro Alexandre de Moraes, informando os nomes das pessoas que poderão frequentar a residência do ex-presidente. Entre os oito advogados listados estão Paulo da Cunha Bueno e Celso Sanchez Vilardi, que defenderam Bolsonaro durante o julgamento da tentativa de golpe, além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.

Também foram apresentados os nomes de 12 empregados que atuam na casa, incluindo motoristas e os agentes de segurança aos quais Bolsonaro tem direito como ex-presidente. Alexandre de Moraes permitiu que esses agentes voltem a atuar na segurança de Bolsonaro, mas exigiu que os nomes fossem cadastrados no Supremo.

Os advogados ainda deverão apresentar a lista de profissionais de saúde que atenderão Bolsonaro, comprometendo-se a respeitar o prazo estabelecido pelo ministro. Além disso, a defesa se comprometeu a enviar semanalmente os relatórios médicos exigidos na decisão judicial.

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Fonte : CNN

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