O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse na quinta-feira (26) que “houve progresso” nas negociações com o Irã, mas se recusou a entrar nos detalhes sobre com quem ele tem discutido.
“Existem países intermediários que estão passando mensagens e houve progresso, algum progresso concreto foi feito”, disse Rubio pouco antes de partir para uma reunião de ministros das Relações Exteriores do G7 na França.
As negociações são um “processo contínuo e fluido”, acrescentou ele.
O enviado especial Steve Witkoff confirmou mais cedo, na reunião do Gabinete do presidente Donald Trump, que os EUA têm negociado com o Irã por meio de canais diplomáticos com o Paquistão.
Quando perguntado se ele vai pedir aos outros países do G7 para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, Rubio disse: “É do interesse deles ajudar.”
“Os outros países dependem muito mais do combustível de lá do que nós”, observou Rubio.
Quando perguntado se está preocupado com a recepção que pode receber em meio à guerra, Rubio disse: “Eu não estou preocupado com isso.”
“Não estou lá para agradá-los. Eu me dou bem com todos eles no nível pessoal e trabalhamos com esses governos com muito cuidado, mas as pessoas que eu estou interessado em agradar são o povo dos Estados Unidos”, acrescentou.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.
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Fonte : CNN