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O governo brasileiro monitora possíveis impactos da guerra no Oriente Médio sobre a cadeia de produção e abastecimento de medicamentos no país.

Em evento realizado no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (26), a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda de Negri, afirmou que a pasta acompanha de perto os reflexos que conflitos geopolíticos podem causar nas cadeias globais de produção e distribuição.

Segundo ela, guerras e tensões internacionais costumam provocar efeitos indiretos em diferentes setores da economia, especialmente na logística e no fornecimento de insumos.

“A gente tem monitorado com os setores e com as indústrias para saber o que pode ocasionar problemas nas cadeias. O ministro Padilha tem falado muito que toda guerra, todo conflito geopolítico afeta as cadeias de valor, a cadeia logística e a cadeia de fornecimento.”

A secretária explicou que a região do conflito é estratégica para a economia mundial, especialmente por concentrar rotas importantes de transporte de petróleo, insumo essencial para a indústria farmoquímica. Apesar disso, até o momento não há indícios de risco de desabastecimento de medicamentos no Brasil.

“O Estreito de Ormuz é uma região por onde passa cerca de 40% do petróleo mundial. Boa parte da indústria farmoquímica da Índia e da China, que são grandes fornecedores nossos, precisa desse petróleo para produzir. Então pode haver algum impacto em termos de custo de produção e de custos logísticos, mas, por enquanto, não temos um alerta de que vai faltar medicamento.”

Fernanda de Negri destacou ainda que ampliar a capacidade de produção nacional de medicamentos é uma estratégia para reduzir a dependência externa e proteger o país em cenários de instabilidade internacional.

“A gente ter capacidade de produzir aqui deixa o paciente brasileiro com mais garantias de que esse medicamento não vai faltar por conta de eventos como esse, como guerras ou interrupções nas cadeias logísticas.”

Diversos medicamentos fabricados no Brasil dependem de princípios ativos importados. Grande parte desses insumos vem da Índia, e o transporte internacional frequentemente utiliza rotas que passam por aeroportos e corredores logísticos do Oriente Médio. Alterações nessas rotas podem provocar atrasos e aumento de custos, o que pode acabar refletindo no preço final dos produtos.

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Fonte : CNN

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