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A professora Soledad Palameta Miller, da Unicamp (Universidade de Campinas), presa em flagrante pela Polícia Federal sob suspeita de furtar material biológico armazenado no Instituto de Biologia, em Campinas, possui patente voltada a composições terapêuticas de partículas imunomoduladoras semelhantes a vírus.

O crime foi detectado após a própria instituição comunicar o desaparecimento de amostras virais de um laboratório de alta contenção. O material foi recuperado posteriormente e encaminhado para análise técnica.

Trajetória acadêmica e patentes

Nascida na Argentina e docente da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) desde 2025, Miller possui um histórico acadêmico focado em virologia.

Durante seu doutorado em Ciências, a pesquisadora desenvolveu nanopartículas biológicas derivadas de capsídeos retrovirais para uso antitumoral.

O uso de terapia com nanopartículas direcionadas é um método de tratamento que utiliza estruturas para transportar e liberar medicamentos nas células tumorais, preservando assim os tecidos saudáveis.

Dinâmica do crime e medidas judiciais

As investigações apontaram que as amostras furtadas pertenciam ao acervo de outra docente e foram localizadas escondidas em freezers de diferentes laboratórios da universidade.

A professora teria utilizado o auxílio de terceiros para acessar o local de armazenamento. Após audiência de custódia, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória à investigada.

Entre as medidas cautelares impostas estão o pagamento de fiança, a proibição de saída do país e o bloqueio total de acesso aos laboratórios da Unicamp.

Miller responderá pelos crimes de furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado.

Em nota, a Reitoria da Unicamp afirmou que colabora integralmente com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.

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Fonte : CNN

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