Baseado no livro “O nazista e o psiquiatra”, de Jack El-Hai, “Nuremberg” aborda o julgamento que decretou o futuro de líderes nazistas. O filme, que estreou nesta quinta-feira (26) nos cinemas, é protagonizado por dois vencedores do Oscar: Russell Crowe e Rami Malek.
O Tribunal de Nuremberg é considerado um dos marcos mais importantes do Direito Internacional. O que muitos desconhecem é o desafio enfrentado para sustentar a tese de que os réus eram mentalmente aptos e não estavam corrompidos por uma ideologia eugenista, que foi o argumento central utilizado pelos acusados na tentativa de afastar a responsabilidade pelos crimes cometidos. É neste contexto que Rami Malek e Russell Crowe estabelecem um jogo em que a confiança e inteligência são postas à prova até o limite no longa dirigido por James Vanderbilt.
Imediatamente após a Segunda Guerra, o psiquiatra do Exército dos EUA, tenente-coronel Douglas Kelley (Rami Malek), recebe a missão extraordinária de avaliar o estado mental de Hermann Göring (Russell Crowe), ex-general nazista e braço direito de Hitler, além de outros altos oficiais alemães – uma tarefa que se mostrava ainda mais complicada nos anos 1940.
Além de ter que provar que tanto Göring como os outros nazistas não estavam apenas seguindo ordens ou tinham sido corrompidos por uma ideologia, a acusação enfrentava desafios jurídicos, éticos e logísticos significativos na busca por justiça. A ideia de um tribunal penal internacional ainda não existia; simplesmente não havia um modelo para julgar um regime por crimes contra a paz, guerras de agressão e conspiração, sendo uma situação inédita.
A abordagem de Kelley combinava entrevistas psiquiátricas, testes de personalidade e observação direta dos prisioneiros. Ele questionava detalhadamente os réus para avaliar se compreendiam as acusações, como reagiam emocionalmente aos próprios atos e se estavam aptos a participar do julgamento.
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Fonte : CNN