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O Brasil registrou 8.750 ocorrências de roubo de cargas em 2025, segundo levantamento da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística. O número representa uma queda de 16,7% em relação a 2024, mas ainda mantém o crime como um dos principais desafios para o setor de transporte e logística no país.

As ações criminosas seguem um padrão já conhecido: o foco está em cargas de alta liquidez, como alimentos, combustíveis, medicamentos e eletrônicos, que têm maior facilidade de revenda no mercado ilegal.

As abordagens ocorrem principalmente com interceptações de veículos em movimento, ataques durante entregas e atuação em áreas urbanas e corredores logísticos estratégicos.

A concentração dos crimes acontece principalmente na região Sudeste, que responde por 86,8% de todas as ocorrências, com destaque para os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, que lideram os registros desse tipo de crime no país.

Apesar da redução no número de casos, o impacto financeiro ainda é significativo. O prejuízo estimado chega a cerca de R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão quando considerados efeitos indiretos, como aumento de custos operacionais, elevação de seguros e repasse desses gastos ao preço final dos produtos, fatores que pesam diretamente no chamado custo Brasil.

Para o presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, o setor tem avançado em pautas importantes no âmbito institucional e legislativo, mas o cenário ainda exige atenção.

Segundo ele, embora haja avanços no campo institucional e legislativo, o problema está longe de ser superado, o que reforça a necessidade de ações contínuas de segurança e integração entre setor público e iniciativa privada.

Ele pontuou que a sanção do Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil pode auxiliar na redução do roubo de carga, mas “o cenário segue preocupante e exige atenção permanente, com ações estruturadas e integradas em todo o país”.

Conhecida como Lei Antifacção, o marco legal entrou em vigor nesta quarta-feira (25). A lei amplia as penas para líderes de facções criminosas e cria mecanismos que limitam a movimentação financeira desses grupos.

O setor de transportes demonstra preocupação com o roubo de cargas há alguns anos, tendo em vista que o tema exige aumento de gastos. O assunto já leva a redirecionamentos internos de investimentos e várias empresas criaram centros próprios de monitoramento e ampliaram o uso de segurança privada nos trajetos.

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Fonte : CNN

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