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Israel retirou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, de sua lista de alvos após o Paquistão solicitar a Washington que não os atingisse, disse à Reuters uma fonte paquistanesa nesta quinta-feira (26).

“Os israelenses tinham as coordenadas deles e queriam eliminá-los. Dissemos aos EUA que, se eles também fossem eliminados, não haveria mais ninguém com quem conversar. Por isso, os EUA pediram a Israel que recuasse”, afirmou a fonte.

As Forças Armadas e o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

O The Wall Street Journal informou primeiro que as duas principais autoridades iranianas foram temporariamente removidas da lista de alvos de Israel enquanto são avaliadas possíveis negociações de paz.

Segundo o jornal, os dois foram retirados da lista por até quatro ou cinco dias, sem mencionar qualquer papel do Paquistão.

Paquistão, Egito e Turquia estão atuando como mediadores entre Teerã e Washington para encerrar o conflito com o Irã.

Islamabad tem mantido contato direto tanto com Washington quanto com Teerã em um momento em que esses canais estão interrompidos para a maioria dos outros países.

A capital paquistanesa também é vista como um provável local para eventuais negociações de paz.

O Irã está analisando uma proposta de 15 pontos do presidente dos EUA, Donald Trump, enviada por meio do Paquistão, para encerrar o conflito.

A proposta prevê a remoção dos estoques de urânio altamente enriquecido do Irã, a suspensão do enriquecimento, a limitação de seu programa de mísseis balísticos e o corte do financiamento a aliados regionais, segundo fontes do gabinete israelense familiarizadas com o plano.

Trump afirmou que o Irã está desesperado para fechar um acordo, enquanto Araqchi disse que Teerã está analisando a proposta dos EUA, mas não tem intenção de iniciar negociações para encerrar o conflito.

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Fonte : CNN

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