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Para algumas pessoas, o nome Palantir pode não soar estranho. Trata-se de um objeto mágico que aparece nos livros e filmes da saga “O Senhor dos Anéis”, criada por J.R.R. Tolkien. O termo também inspirou a empresa norte-americana Palantir Technologies, que atua na área de análise de dados.

A empresa já existe há alguns anos, mas ganhou mais visibilidade recentemente ao ampliar sua atuação em projetos de segurança e defesa, especialmente em parcerias com o governo dos Estados Unidos.

O que é a Palantir Technologies

No universo criado por Tolkien em “O Senhor dos Anéis”, a Palantír é uma esfera mágica capaz de mostrar o que acontece em lugares distantes, quase em tempo real.

Inspirada nesse conceito, a empresa Palantir foi criada com a proposta de “enxergar” melhor os dados, ajudando a interpretar informações estratégicas a partir de grandes volumes de dados.

A companhia foi fundada em 2003 por Peter Thiel, Alex Karp, Joe Lonsdale, Stephen Cohen e Nathan Gettings. Thiel já era um nome conhecido na indústria de tecnologia por ser um dos fundadores do PayPal; inclusive, a empresa surgiu a partir de tecnologias de segurança desenvolvidas no próprio PayPal.

O que a Palantir faz?

Num contexto geral, a Palantir Technologies desenvolve softwares especializados em analisar grandes volumes de dados e identificar padrões com mais rapidez e escala do que analistas humanos conseguiriam fazer.

Paradoxalmente, essas ferramentas já contribuíram para áreas como a saúde, mas também são utilizadas no auxílio de tomada de decisões em contextos de defesa e operações militares.

Por exemplo, a empresa mantém uma parceria com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), em um acordo que ultrapassa 330 milhões de libras.

Já nos Estados Unidos, seus sistemas são utilizados por diferentes órgãos de segurança e defesa, incluindo o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Não é à toa que a empresa tem recebido críticas, inclusive por seu contrato com o ICE.

“Nosso software impulsiona decisões em tempo real, orientadas por IA, em setores governamentais e comerciais críticos no Ocidente, das linhas de produção às linhas de frente”, é descrito no site oficial da Palantir.

Atuação da Palantir nos últimos anos

Atualmente, a Palantir desenvolve diversas ferramentas que atendem a diferentes finalidades, desde a análise de cadeias de suprimentos até aplicações na área da saúde. Contudo, a empresa se tornou mais conhecida principalmente por suas parcerias com agências de inteligência e defesa nos Estados Unidos.

Apesar de o ICE ter ganhado mais visibilidade no último ano, o órgão existe há bastante tempo. A Palantir foi contratada pela primeira vez pelo ICE em 2011 para fornecer tecnologia voltada ao rastreamento de um cartel mexicano de drogas.

Alguns anos depois, a empresa passou a fornecer sistemas usados para identificar, priorizar e acompanhar alvos de fiscalização migratória e deportação nos Estados Unidos.

Em 2019, a empresa passou a atuar de forma mais relevante no Projeto Maven, do Pentágono. A iniciativa, criada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, utiliza aprendizado de máquina, inteligência artificial e análise de dados para apoiar as operações militares do país.

O que é o Maven?

O Maven Smart System é um software que utiliza grandes volumes de dados e IA para analisar informações de satélites, radares e drones, entre outras fontes, com o objetivo de identificar automaticamente possíveis ameaças ou alvos.

Inclusive, a ferramenta tem sido empregada em contextos recentes envolvendo o conflito norte-americano contra o Irã.

Novo contrato com as Forças Armadas

Em março de 2026, o vice-secretário de Defesa dos Estados Unidos, Steve Feinberg, enviou uma carta a líderes do Pentágono e comandantes militares; nela, ele confirma que o sistema de inteligência artificial Maven, da Palantir, se tornará um programa oficial do Departamento de Defesa. 

No documento, ele diz que o Maven Smart System deve fornecer aos militares ferramentas para “detectar, deter e dominar” adversários em diferentes áreas de atuação.

“É essencial investir agora, com foco, para aprofundar a integração da inteligência artificial em toda a força conjunta e estabelecer a tomada de decisões baseada em IA como o pilar central da nossa estratégia”, disse Feinberg na carta.

A expectativa é que essa estratégia seja implementada até o fim do ano fiscal, em setembro de 2026. Atualmente, a empresa já firmou contratos com o Pentágono que somam bilhões de dólares.

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Fonte : CNN

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