O analista de Economia do CNN Money, Gilvan Bueno, lidera um grupo de 18 brasileiros gestores de grandes fortunas em Nova York, durante uma imersão em algumas das principais instituições financeiras do mundo.
Entre os dias 24 e 27 de março, a agenda inclui visitas ao BofA (Bank of America), BlackRock, Schroders e PIMCO, além de compromissos na Nyse (New York Stock Exchange), maior bolsa de valores do mundo.
O evento busca ampliar o acesso a discussões sobre alocação global de recursos, diversificação e tendências de mercado.
A iniciativa ocorre em um momento de maior internacionalização do investidor brasileiro, que vem aumentando a exposição a ativos no exterior.
A presença brasileira em Wall Street também ocorre em um contexto de expansão das casas independentes de investimento e maior sofisticação dos produtos oferecidos ao investidor de alta renda.
Nesse cenário, iniciativas como a imersão em Nova York indicam uma tentativa de reduzir a distância entre o mercado local e os principais centros de decisão financeira do mundo.
Para Bueno, esse tipo de aproximação tende a ganhar frequência nos próximos anos, à medida que cresce a demanda por estratégias mais complexas e exposição internacional.
“O investidor brasileiro já não está restrito ao mercado doméstico. Isso exige um nível maior de repertório e conexão global por parte dos gestores”, disse o analista do CNN Money.
Especialista em finanças, mercado de capitais e educação financeira, Bueno também é diretor voluntário do Irelgov RJ, um instituto de relações institucionais e governamentais. Professor e palestrante internacional, o analista de economia também já foi sócio de corretora, com passagens em bancos de investimentos.
Bueno acompanha a agenda em Wall Street ao lado dos executivos Anderson Luz e Fernando Ferreira. Para ele, a aproximação com grandes centros financeiros é uma resposta direta à mudança no perfil do investidor no país.
“O gestor brasileiro precisa estar cada vez mais próximo das origens das decisões de alocação global, entendendo como essas instituições pensam risco, oportunidade e preservação de capital”, afirmou o analista.
A delegação que participa da agenda atende cerca de 10 mil clientes e soma mais de R$ 3,5 bilhões sob gestão.
O movimento reflete uma mudança no posicionamento do segmento de wealth management brasileiro, que passa a buscar interlocução direta com players globais, em vez de depender apenas de estruturas intermediárias.
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Fonte : CNN