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A Prefeitura do Rio de Janeiro exonerou, nesta quarta-feira (25), Monique Medeiros da Costa e Silva Almeida do cargo que ocupava como professora da rede municipal de ensino. A medida ocorre em meio aos desdobramentos judiciais do caso que investiga a morte do filho dela, o menino Henry Borel Medeiros.

A exoneração foi publicada após a recente decisão da Justiça que concedeu liberdade provisória a Monique, revogando sua prisão preventiva. Ela deixou o Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, na noite de segunda-feira (23), conforme informou a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro).

O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), no entanto, recorreu da decisão e pediu o restabelecimento da prisão preventiva. Para os promotores, não houve demora processual que justificasse o relaxamento da custódia, e permanecem válidos os fundamentos para a manutenção da prisão, como a garantia da ordem pública e a preservação da instrução criminal.

Monique e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior são réus por homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual. À época dos fatos, Henry tinha 4 anos e vivia com a mãe e o padrasto em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona suoeste do Rio de Janeiro.

A decisão de soltar Monique foi tomada pela juíza Elisabeth Machado Louro, após a defesa de Jairinho deixar o plenário durante a sessão. Na mesma audiência, a magistrada determinou que os advogados do ex-vereador arquem com os custos processuais pela alteração no andamento do julgamento e marcou para 25 de maio a nova data do júri.

Após o julgamento, o pai de Henry, Leniel Borel, criticou a medida e afirmou que a soltura representa “um segundo assassinato” de seu filho, cobrando respostas das autoridades sobre o caso.

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Fonte : CNN

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