A audiência de custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada por videoconferência na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, confirmou a manutenção de sua prisão. O procedimento, presidido pela juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino em nome do ministro Alexandre de Moraes, teve como objetivo analisar a legalidade e as condições da prisão. Durante a audiência, Bolsonaro relatou um episódio de “paranoia” e admitiu ter danificado sua tornozeleira eletrônica utilizando um ferro de solda. A homologação da prisão e a inexistência de irregularidades no cumprimento do mandado foram confirmadas na ata do procedimento, trazendo novos detalhes sobre o caso.
Detalhes da Audiência de Custódia
Homologação da Prisão
A audiência de custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro foi realizada no domingo, com o objetivo de verificar a legalidade de sua prisão. A ata do procedimento, assinada pela juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, confirmou a homologação da prisão, indicando que não foram encontradas irregularidades no cumprimento do mandado. Este resultado significa que a Justiça considerou a prisão dentro dos parâmetros legais, mantendo Bolsonaro sob custódia. A presença do representante da Procuradoria-Geral da República, Joaquim Cabral da Costa Neto, também foi notada, garantindo a observância dos procedimentos legais.
Relato de Bolsonaro Sobre a Tornozeleira
Durante a audiência, Bolsonaro explicou o incidente envolvendo a tornozeleira eletrônica, atribuindo seu comportamento a uma “certa paranoia” resultante da interação de medicamentos prescritos por diferentes médicos, incluindo Pregabalina e Sertralina. Ele relatou que, na madrugada anterior, utilizou um ferro de solda para tentar abrir a tampa da tornozeleira, pois acreditava que o dispositivo continha “alguma escuta”. Bolsonaro afirmou que estava acompanhado de sua filha, irmão e um assessor, mas que nenhum deles percebeu a ação, pois estavam dormindo. Ele também declarou que não tinha intenção de fuga e que a cinta do equipamento não teria sido rompida, uma versão que ainda será analisada pela perícia.
Implicações do Incidente
Análise Pericial
A alegação de Bolsonaro de que a cinta da tornozeleira não foi rompida será submetida à análise pericial. Essa análise é crucial para determinar a extensão dos danos ao equipamento e confirmar se houve, ou não, uma tentativa de violação do dispositivo de monitoramento. O resultado da perícia pode ter implicações significativas para o caso, influenciando as decisões judiciais subsequentes.
Possíveis Consequências Legais
O incidente com a tornozeleira eletrônica pode acarretar consequências legais adicionais para Bolsonaro. Danificar um dispositivo de monitoramento eletrônico pode ser considerado uma violação das condições da prisão, resultando em sanções mais severas. A Justiça poderá avaliar se o comportamento do ex-presidente configura uma tentativa de obstruir a investigação ou de fugir do país, o que poderia agravar sua situação legal.
Conclusão
A audiência de custódia de Jair Bolsonaro confirmou a manutenção de sua prisão, enquanto o ex-presidente alegou ter agido sob efeito de “paranoia” ao danificar sua tornozeleira eletrônica. O caso continua sob investigação, com a perícia analisando os danos ao equipamento e as possíveis implicações legais do incidente. A situação permanece tensa, com o desenrolar dos fatos sendo acompanhado de perto pela mídia e pela população.
FAQ
1. Qual foi o resultado da audiência de custódia de Jair Bolsonaro?
A audiência de custódia confirmou a manutenção da prisão de Jair Bolsonaro, com a homologação da prisão pela juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino.
2. Por que Jair Bolsonaro foi preso?
A notícia não detalha o motivo da prisão, apenas informa sobre a manutenção da mesma após a audiência de custódia.
3. O que Bolsonaro alegou sobre o incidente com a tornozeleira eletrônica?
Bolsonaro alegou ter tido um surto de “paranoia” devido à interação de medicamentos e afirmou ter usado um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira, acreditando que continha “alguma escuta”.
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Fonte: https://paraiba.com.br