As autoridades cubanas anunciaram no domingo (22) o início dos esforços para restabelecer o fornecimento de eletricidade, que entrou em colapso no sábado (21) pela segunda vez em uma semana. O apagão acontece em meio a um embargo de petróleo dos EUA.
A rede elétrica sofreu uma “desconexão total” devido a um problema na Unidade 6 da usina termelétrica de Nuevitas, na província de Camagüey, que gerou um efeito cascata, informou a operadora Unión Eléctrica de Cuba.
“Microssistemas (circuitos fechados menores) estão operando em todo o território”, informou neste domingo (22) o Ministério de Energia e Minas de Cuba, com os quais estão tentando restabelecer o fornecimento de serviços vitais como hospitais, abastecimento de água e distribuição de alimentos.
O Ministério acrescentou que duas usinas termelétricas a gás do país, Varadero e Boca de Jaruco, operadas pela Energas, estavam em funcionamento, e que a energia elétrica havia chegado à usina termelétrica a óleo de Santa Cruz, localizada nas proximidades. Além disso, a usina hidrelétrica de Hanabanilla estava gerando energia, afirmou o Ministro da Energia, Vicente de la O Levy.
Havana permaneceu praticamente às escuras antes do amanhecer, enquanto os serviços de telefonia móvel e internet eram praticamente inexistentes na maioria das áreas, deixando muitos sem qualquer comunicação, informou a Reuters.
Embora a rede elétrica de Cuba tenha um longo histórico de problemas devido à falta de manutenção e investimento, e a população esteja acostumada a sofrer interrupções de várias horas por dia, ter dois apagões em todo o país em uma semana é uma situação excepcional.
Desde janeiro, o governo dos EUA tem tomado medidas para impedir que Cuba receba petróleo.
O restabelecimento da energia em Cuba costuma ser um processo lento que pode levar dias, com o objetivo de fornecer energia suficiente às usinas termoelétricas o mais rápido possível para que elas possam entrar em operação, um objetivo que se torna difícil sem acesso a combustível suficiente para os motores geradores.
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Fonte : CNN