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Com conclusão prevista para este ano, o novo Porto Seco de Foz do Iguaçu deve dobrar a capacidade de cargas na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina e reduzir o trânsito de caminhões na área urbana, onde opera o terminal atual.

A expectativa é de que o novo terminal duplique a capacidade do Porto Seco em funcionamento, que registrou movimentação histórica em 2025, de R$ 9,7 bilhões, acima dos R$ 8,6 bilhões em 2024. Ao todo, passaram pelo local 215 mil caminhões (alta de 11,65%) e foram processadas 5,15 milhões de toneladas de cargas.

Localizado na saída da cidade, às margens da BR-277, o porto já é o maior da América Latina. A previsão inicial era que a entrada comercial do novo porto ocorresse em julho de 2025. 

O empreendimento integra um conjunto de obras estruturantes já concluídas ou em andamento na região, como a Ponte da Integração e a Perimetral Leste, que ampliam a conexão com Paraguai e Argentina. Também se soma à duplicação da Rodovia das Cataratas (BR-469), facilitando o acesso ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, ao Parque Nacional do Iguaçu e a outros atrativos turísticos.

“O projeto representa uma mudança de patamar na mobilidade e no transporte de cargas na nossa cidade e região, com grande potencial de fomentar o comércio internacional” disse o prefeito de Foz do Iguaçu, o general Silva e Luna.

De acordo com ele, o município busca consolidar-se como um dos principais centros logísticos do continente. “Quando investimos em infraestrutura, estamos gerando emprego, renda e oportunidades. É desenvolvimento que chega de forma concreta para a nossa população”, acrescentou.

Com 550 mil metros quadrados de área, o terminal ampliará a capacidade de comércio na região e ainda ajudará a desafogar o trânsito na área urbana de Foz do Iguaçu

Segundo Silva e Luna, Foz do Iguaçu está deixando de ser apenas um destino turístico internacional para se consolidarmos como um dos principais centros logísticos do continente. “Quando investimos em infraestrutura, estamos gerando emprego, renda e oportunidades. É desenvolvimento que chega de forma concreta para a nossa população”, disse.

A empresa responsável é a Multilog. O projeto conta com apoio do Governo do Estado e da Receita Federal. Quando entrar em operação, o terminal deverá gerar 250 empregos diretos e permitirá a ampliação das operações logísticas e do comércio exterior entre Brasil, Paraguai e Argentina.

“Não é apenas um porto seco, mas um projeto de transformação logística. Estamos implantando uma estrutura com padrão internacional, capaz de atender a uma demanda crescente e tornar o Brasil mais competitivo no comércio exterior”, disse o presidente do grupo Multilog, Djalma Vilela.

 

O projeto

Com previsão de conclusão em dezembro deste ano, o projeto do novo Porto Seco prevê a aplicação de R$ 240 milhões na implantação do pátio de caminhões. O projeto inclui também uma área coberta para armazenagem, vistoria e câmaras frias, com docas exclusivas para produtos que exigem controle de temperatura. Serão 197 mil metros quadrados de pátios, 7,2 mil metros quadrados de área coberta para armazenagem e vistoria e 600 metros quadrados de câmaras frias, com três docas exclusivas.

A Multilog planeja ainda construir no local um terminal de contêineres para absorver parte da carga paraguaia que hoje é escoada pelo Porto de Montevidéu, no Uruguai, passando então a ser movimentada pelo Porto de Paranaguá.

“A distância entre Assunção e Paranaguá é 400 quilômetros menor do que em relação a Montevidéu. Por isso, apostamos na construção de um terminal de contêineres para atender a essa demanda”, explicou o diretor da Multilog, Djalma Vilela.

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Fonte : CNN

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