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O TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) condenou, nesta quinta-feira (19), três policiais militares por fraude na cena da morte da designer de interiores Kathlen Romeu, de 24 anos, baleada em 2021 no Complexo do Lins, na zona Norte.

A decisão foi tomada pela 6ª Câmara Criminal, que reformou sentença anterior da Auditoria Militar e reconheceu a prática de alteração artificial do local do crime.

Kathlen estava grávida de 13 semanas quando foi atingida por um disparo de fuzil, no dia 8 de junho de 2021. Ela caminhava com a avó quando foi baleada e morreu após o socorro.

Os policiais Rodrigo Correia de Frias, Marcos Felipe da Silva Salviano e Rafael Chaves de Oliveira foram condenados com base na Lei de Abuso de Autoridade. As penas foram fixadas em 2 anos e 15 dias de reclusão, em regime aberto, além de 15 dias-multa. O colegiado também concedeu suspensão condicional da pena por três anos.

De acordo com o acórdão, os agentes levaram à Delegacia de Homicídios cápsulas de munição calibre 9 mm e um carregador de fuzil calibre 5.56, apresentados como vestígios de um confronto armado. O tribunal concluiu que o material foi inserido de forma indevida para sustentar essa versão.

A corte entendeu que não houve troca de tiros no local e que a inclusão dos elementos buscava interferir na investigação sobre a origem do disparo que atingiu a vítima.

O relator do caso, desembargador Marcelo Castro Anátocles da Silva Ferreira, votou pelo acolhimento do recurso do Ministério Público, sendo acompanhado pelos demais magistrados.

A apuração sobre quem efetuou o disparo segue em processo separado no Tribunal do Júri. Nessa ação, dois dos policiais condenados também respondem como réus.

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Fonte : CNN

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