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A China pediu o fim da guerra no Oriente Médio e alertou para o impacto sobre a energia, o transporte marítimo e o comércio globais nesta sexta-feita (20), já que o conflito, que já dura quase três semanas, não dá sinais de abrandamento.

“A história e a realidade têm repetidamente mostrado ao mundo que a força não é a solução para os problemas e que o conflito armado apenas gera novo ódio”, disse Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, quando questionado se Pequim tinha uma mensagem para as comunidades muçulmanas, que comemoram o fim do mês sagrado do Ramadã.

A “guerra que continua se alastrando” no Oriente Médio prejudica os interesses comuns de todos os países, disse Lin, reiterando a posição de Pequim de que todas as partes envolvidas no conflito do Golfo devem cessar os combates e que o fluxo de energia da região não deve ser impedido.

As declarações foram feitas no 23º aniversário da Guerra do Iraque, que começou em 2003 quando forças lideradas pelos Estados Unidos invadiram o Iraque para derrubar Saddam Hussein, em parte com base em alegações de que seu governo possuía armas de destruição em massa.

Essa guerra resultou em anos de caos e instabilidade e criou um vácuo de poder que levou à ascensão do grupo terrorista Estado Islâmico.

“A guerra injusta não deve continuar”, disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, ao principal assessor diplomático do presidente francês, Emmanuel Bonne, em uma ligação na sexta-feira à noite.

Como membro do Conselho de Segurança da ONU, a França deveria intensificar a coordenação estratégica com a China e “impedir que outros países se envolvam ainda mais” no conflito, afirmou ele. Wang conversou com seus homólogos de todos os membros permanentes do Conselho de Segurança, exceto os Estados Unidos, desde o início da guerra.

Consequências desiguais

A guerra entre os EUA e Israel tem consequências desiguais para a China. Analistas afirmam que o conflito dá a Pequim a oportunidade de se apresentar como a superpotência mais confiável. No entanto, os custos mais elevados da energia ameaçam seus fabricantes e podem provocar um aumento da inflação se o conflito continuar.

A incerteza também ameaça atrapalhar a iniciativa emblemática do presidente chinês Xi Jinping, a “Belt and Road”.

Partes do projeto atravessam a região e contribuem para o transporte de mercadorias chinesas para os principais mercados de exportação no Golfo, no Norte da África e na Europa, em um momento de forte dependência da demanda externa devido à baixa demanda interna.

A guerra levou ao adiamento de cerca de um mês e meio de uma reunião entre Xi e o presidente dos EUA, Donald Trump. A viagem de Trump à China era vista como uma oportunidade para um recomeço nas relações entre as duas superpotências econômicas, que têm sido abaladas pelas tarifas americanas.

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Fonte : CNN

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