A transição climática entre o fim do fenômeno La Niña e o El Niño, entre maio e julho deste ano, traz a expectativa de chegada de chuvas e instabilidades, sobretudo no sul do país. A perspectiva reacende o alerta para possibilidade de acumulados causarem grandes estragos como os que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024.
A CNN Brasil ouviu especialistas para entender a previsão e expectativa para o fenômeno e a realidade atual do cenário.
De acordo com levantamentos da Nottus Meteorologia, após o fim do La Niña, o Oceano Pacífico deve entrar em fase de neutralidade entre maio e julho de 2026, com 62% de chance de formação do El Niño entre junho e agosto.
E existe chance de novas devastações na Região Sul?
Embora o risco de tragédias como em 2024 no Rio Grande do Sul não possa ser descartado, os especialistas observam que, no início deste outono, o solo está mais seco. De acordo com meteorologistas da Tempo OK, isso é determinante na ocorrência de grandes desastres.
No início de 2026, o solo apresenta-se mais seco, diferentemente de 2024, quando o El Niño estava no fim e a terra já estava encharcada por meses de chuva acumulada.
Entretanto, o risco de eventos extremos na primavera de 2026 e ao longo de 2027 pode ser ampliado por efeitos causados pelas mudanças climáticas, aponta relatório da Nottus Meteorologia.
Especialistas explicam que o norte do Rio Grande do Sul é uma região crítica por ser zona de convergência de rios que deságuam na Bacia do Jacuí. Eventos severos nessas áreas povoadas tendem a gerar impactos maiores.
Expectativa para o fenômeno
Modelos estatísticos indicam que a chance de El Niño aumenta entre 80% e 83% entre outubro e dezembro de 2026.
A previsão dos especialistas indicam que o segundo semestre de 2026 deve ser extremamente quente, seguindo a tendência de anos anteriores sob influência desse fenômeno e das mudanças climáticas, que tendem a amplificar seus efeitos.
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Fonte : CNN