O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Carlos Pires Brandão manteve nesta quinta-feira (19) a prisão preventiva do ex-presidente do RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, investigado por suspeita de fraudes em operações envolvendo o fundo de aposentadoria dos servidores do Rio de Janeiro e o Banco Master.
A decisão foi tomada após recurso da defesa, que pedia a soltura ou a substituição da prisão por medidas como tornozeleira eletrônica. O pedido foi negado.
Segundo o ministro, há indícios de irregularidades na aplicação de cerca de R$ 970 milhões pelo RioPrevidência, além de sinais de que o investigado pode ter tentado atrapalhar as apurações.
Entre os elementos citados estão o apagamento de imagens de câmeras de segurança, a retirada de caixas e malas de imóveis ligados ao investigado e a movimentação de bens de alto valor.
“A recuperação parcial das imagens deletadas pela Polícia Federal evidenciou uma articulação direta para esvaziar o local que seria alvo de busca e apreensão. O registro em vídeo flagrou a movimentação atípica de caixas e malas, contendo itens pessoais e documentos institucionais de interesse da investigação, sendo retiradas do apartamento 201 e transferidas para o apartamento 101 e para veículos”, disse.
Para Brandão, esses fatos indicam risco de interferência na investigação, o que justifica a manutenção da prisão.
A defesa argumentou não haver provas de obstrução e que as medidas se baseiam em suposições. Também afirmou que os itens transportados eram pessoais e que não é possível identificar quem apagou os registros das câmeras.
O ministro, no entanto, avaliou que as investigações ainda estão em andamento e envolvem possível atuação em grupo, aumentando o risco de interferência.
“As investigações não foram finalizadas e ainda há necessidade de manutenção da prisão para impedir qualquer tentativa de obstrução à investigação criminal”, escreveu.
Por isso, concluiu que medidas alternativas à prisão seriam insuficientes agora e decidiu manter o investigado preso.
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Fonte : CNN