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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), cobrou da PGR (Procuradoria-Geral da República) uma manifestação sobre novos elementos colhidos nos aparelhos celulares de Frederick Wassef, antigo advogado de Jair Bolsonaro (PL).

O pedido de manifestação da procuradoria se deu no âmbito da ação que investiga a suposta venda de joias sauditas recebidas pelo governo brasileiro.

De acordo com o despacho, no início de março, a PF enviou ao tribunal os relatórios a respeito das investigações e apontou que, na análise dos celulares de Wassef, foram encontrados elementos que deveriam ser analisados em um processo individual.

Na mesma data, a PGR defendeu o arquivamento geral do caso, sob o argumento de que existe uma “lacuna legislativa” sobre se os presentes dados a presidentes são bens públicos ou privados.

A procuradoria, porém, não se manifestou especificamente sobre esse novo material de Wassef ou sobre a sugestão de uma investigação separada para elas.

Com isso, o ministro deu cinco dias para que a PGR se posicione sobre o tema antes de avaliar o pedido de arquivamento do caso.

O advogado é um dos indiciados pela PF pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, acusado de participar da ocultação de joias dadas a Bolsonaro e de valores obtidos com vendas ilegais no exterior.

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Fonte : CNN

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