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A PMESP (Polícia Militar de São Paulo), em conjunto com a PCESP (Polícia Civil do Estado de São Paulo), realizou, nesta quinta-feira (19), uma operação no Morro do São Bento, em Santos, no litoral paulista. A ação ocorre após a prisão do artista conhecido como MC Urubuzinho e tem como objetivo intensificar o combate ao crime organizado na região.

Segundo a PM, a operação mira a desarticulação do tráfico de drogas e a captura de suspeitos procurados pela Justiça. A estratégia também busca restabelecer a ordem pública e aumentar a sensação de segurança na Baixada Santista.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou que operação resultou na captura de um procurado pela Justiça e na prisão de outras três pessoas por flagrantes de furto e tráfico de drogas.

As equipes atuam no cumprimento de mandados judiciais e na realização de buscas em pontos estratégicos do Morro do São Bento. A operação também prevê a apreensão de armas e drogas, além da identificação de integrantes de organizações criminosas que atuam na região.

Cerca de 300 policiais militares participam da ação, que conta com 82 viaturas, uma aeronave, 13 drones e cinco cães farejadores. O efetivo inclui unidades especializadas, como batalhões de choque, canil e equipes de operações especiais, além de apoio aéreo e tecnológico de drones.

Baile Funk e MC Urubuzinho

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, no último domingo (15), um cantor de funk conhecido como MC Urubuzinho, na zona leste de São Paulo. O homem é investigado no inquérito que apura os disparos de arma de fogo registrados durante um baile funk de Carnaval no Morro São Bento, em Santos, no último dia 15 de fevereiro.

Em vídeo gravado na ocasião, o cantor apareceu fazendo referência a Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido no mundo do crime como Peixão, apontado como um dos líderes da facção TCP (Terceiro Comando Puro), que atua no tráfico do Rio de Janeiro.

Durante a apresentação, o artista questiona o público: “Só quem é criminoso sabe essa. Quem conhece o Peixão? Quem conhece?”.

Além da menção à liderança do TCP, o momento foi marcado por disparos de arma de fogo para o alto, menções ao crime organizado e exaltação a uma facção criminosa do Rio de Janeiro.

O cantor ainda declarou: “Se não tiver rajada, não é o Baile da Colômbia”, em referência aos tiros. Na sequência, são ouvidos estampidos provocados por armas de fogo.

Veja nota da defesa do cantor:

“A defesa do artista conhecido como MC Urubuzinho, representada pelo advogado Matheus Siqueira, OAB/SP 493.607, vem a público prestar esclarecimentos acerca das notícias recentemente veiculadas na imprensa sobre investigação que apura fatos ocorridos durante um baile realizado no litoral do Estado de São Paulo.

Inicialmente, é importante esclarecer que o artista compareceu ao referido evento exclusivamente para cumprir compromisso profissional previamente contratado, realizando apresentação artística no local, não possuindo qualquer ingerência, controle ou participação em condutas praticadas por terceiros presentes no evento.

As informações divulgadas têm associado o nome do artista a fatos que ainda estão sob investigação pelas autoridades competentes.

A defesa ressalta, de forma categórica, que não existe qualquer vínculo do artista com organização criminosa, tampouco participação em atividades ilícitas dessa natureza, sendo indevida e precipitada qualquer tentativa de estabelecer tal associação antes da completa apuração dos fatos.

A defesa destaca ainda que a presença do artista no evento se deu unicamente na condição de profissional contratado para apresentação musical, situação comum na atividade artística e que não implica, por si só, qualquer responsabilidade por atos eventualmente praticados por terceiros no ambiente do evento.

A defesa ressalta que, no presente momento, há investigações em andamento relacionadas aos fatos noticiados. Contudo, quaisquer acusações serão devidamente enfrentadas no âmbito do devido processo legal, oportunidade em que serão apresentados todos os esclarecimentos e elementos probatórios necessários para demonstrar a inexistência de participação do artista em qualquer atividade criminosa.

Reitera-se que o investigado goza da presunção constitucional de inocência, princípio basilar do Estado Democrático de Direito, e que conclusões antecipadas podem gerar prejuízos irreparáveis à sua imagem e reputação.

A defesa permanece à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos e confia que, ao final das investigações, a verdade será devidamente restabelecida.”

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Fonte : CNN

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