O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta quinta-feira (19) que a PF (Polícia Federal) não é “superior” ao colegiado no que diz respeito a atividades voltadas à investigação de fatos.
“A Polícia Federal faz um grande trabalho mas ela não é superior à CPMI em absolutamente nada. Pelo contrário. Ela nos ajuda nas investigações como colaborador. A CPMI tem constitucionalmente a liberdade e a obrigação de investigar, de pedir documentos, de guardar documentos em sigilo”, afirmou em entrevista a jornalistas no Senado.
Viana criticou uma nota oficial da PF em que a corporação afirma que a “foi constatada a reintrodução, no ambiente do Senado Federal, de dados anteriormente excluídos pela Polícia Federal” em relação ao sigilo de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Os dados da quebra de sigilo de Vorcaro estavam em uma sala-cofre da CPMI. Por suspeitas de vazamento, no entanto, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o fechamento da sala e uma filtragem dos dados pela PF.
Segundo Viana, “a CPMI tem constitucionalmente todo o direito de manipular qualquer documento nesse país”. Na reunião do colegiado, ele afirmou ter enviado ofício a Mendonça questionando sobre a devolução dos dados e esclarecimentos sobre o que o ministro considerou como material sensível para a investigação.
Durante abertura da sessão desta quinta, Viana negou que exista qualquer tipo de “disputa” com a Polícia Federal e disse que o colegiado está focado em chegar aos responsáveis pelo esquema de fraudes no INSS.
Para ele, a nota da PF foi “despropositada”. O senador, no entanto, reiterou respeitar o trabalho da corporação. “Dizer que nós manuseamos os dados é uma decisão no mínimo estranha”, afirmou.
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Fonte : CNN