A Polícia Civil do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (19), uma operação contra uma organização criminosa que realizava o golpe do “falso advogado” ao redor do Brasil. Até o momento, 14 pessoas foram presas e 24 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na cidade de São Paulo e em Praia Grande, no litoral paulista.
De acordo com a polícia, os golpistas adquiriam ilegalmente as credenciais dos advogados e conseguiam acessar processos judiciais eletrônicos. A partir disso, os suspeitos se apresentavam como profissionais aos clientes e solicitavam taxas e impostos relacionados a uma falsa conclusão do processo.
A operação busca cumprir ao todo 20 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão. Segundo as investigações, além de São Paulo, o grupo criminoso também atuava em Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Distrito Federal, Acre, Alagoas, Ceará e Roraima.
Além disso, o grupo possuía uma organização das funções descritas pela obtenção da carteira dos advogados, extração dos dados processuais, contato direto com as vítimas via WhatsApp e telefone, criação de roteiros sobre as histórias fictícias para induzir as vítimas ao erro, coleta e lavagem de dinheiro e fornecedores de chips telefônicos e contas bancárias.
A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e Crime Organizado, com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, responsável pela análise dos itens cibernéticos e financeiros, identificou núcleo central do crime e os acessos ilegais obtidos pelos criminosos.
As investigações atuam para identificar as vítimas e os devidos prejuízos ocasionados pelo grupo criminoso.
As equipes do caso recomendam que, para não cair no golpe, a população deve se atentar ao seguintes fatos:
- Se receber algum contato solicitando valores em decorrência de processos judiciais, desconfie;
- Verifique se quem entrou em contato realmente é o seu advogado;
- Se necessário, interrompa a comunicação e entre em contato direto com o seu advogado.
Os golpistas podem responder pelos crimes de estelionato qualificado por meio eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar até 26 anos de reclusão.
Pelo menos 70 policiais da PCDF do DECOR e da DOE (Divisão de Operações Especiais) se deslocaram para o cumprimento dos mandados em São Paulo.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
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Fonte : CNN