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A PF (Polícia Federal) divulgou uma nota nesta quarta-feira (18) em que afirma que dados relativos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, excluídos a pedido do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), foram reintroduzidos pela Apple nos sistemas de informática do Senado à pedido da presidência da CPMI do INSS.

Segundo a nota, as informações sigilosas armazenadas na sala-cofre da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito foram reintroduzidas “fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente”. A PF também afirma que os fatos foram relatados ao magistrado relator do caso.

À pedido de Mendonça, a PF recolheu na terça-feira (17) o material do ex-controlador do Banco Master. Todos os materiais foram lacrados e formatados, conforme noticiado pela CNN. A decisão do ministro também proibiu o acesso de parlamentares e assessores à sala no Senado.

Mendonça justificou a ação em nome da preservação do sigilo em relação à vida privada dos investigados pela Operação Compliance Zero. Nos dados, há imagens íntimas e fotos com parlamentares em momentos pessoais.

Leia a íntegra da nota da PF:

A Polícia Federal informa que, em cumprimento à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, nos autos da PET 15.612/DF, realizou a retirada, extração, cópia segura e posterior exclusão dos dados armazenados nos ambientes técnicos do Senado Federal. As medidas foram executadas com rigorosa observância dos protocolos de cadeia de custódia, integridade probatória e segregação de informações sensíveis, nesta terça-feira (17/3).

Durante a ação, foi constatada a reintrodução, no ambiente do Senado Federal, de dados anteriormente excluídos pela Polícia Federal. A medida decorreu de solicitação direta da Presidência da CPMI à empresa Apple. O fato gerou novo fluxo de download e armazenamento dos arquivos, fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente. Os fatos foram devidamente relatados ao ministro relator.

A CNN Brasil entrou em contato com a Apple questionando se há posicionamento acerca do reenvio de informações à CPMI do INSS. A Apple afirma que não comentará o caso no momento.

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Fonte : CNN

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