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O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse nesta quarta-feira (18) que o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, foi “eliminado” em um ataque durante a noite.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, confirmou morte de Khatib em uma publicação na rede social X.

Segundo Katz, Khatib era responsável pela “pela repressão interna e pelo aparato de assassinatos do regime, além de promover ameaças externas contra Israel e países da região”.

Clérigo e político linha-dura, o ministro trabalhou no gabinete do aiatolá Ali Khamenei, também morto na guerra. Khamenei foi como uma espécie de mentor de Esmail Khatib, que assumiu a inteligência civil do Irã em agosto de 2021.

Khatib estava na lista de autoridades buscadas pelos Estados Unidos, junto com outros nomes como o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, o ministro do Interior, Eskandar Momeni, e dois funcionários do gabinete do líder supremo, Mojtaba Khamenei.

Ali Larijani foi morto em um ataque israelense na noite de segunda-feira (16).

O governo dos EUA ofereceu uma recompensa de até US$ 10 milhões por informações sobre os líderes iranianos.

O ministro da Defesa de Israel disse ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu autorizaram as Forças de Defesa de Israel a eliminarem qualquer autoridade iraniana do alto escalão assim que a oportunidade surgir, sem necessidade de aprovação prévia.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.  As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

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Fonte : CNN

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