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O governo brasileiro anunciou medidas para forçar o cumprimento do frete mínimo rodoviário a fim de evitar uma potencial greve de caminhoneiros e forçar que empresas reincidentes continuem cobrando frete, respingando a responsabilidade em empresas do agronegócio. Uma das primeiras companhias a reagir foi a Raízen, que foi citada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, como uma das empresas reincidentes no frete tabelado.

Nesta quarta-feira (18), o ministro falou que 20% das companhias no país descumprem o valor mínimo do frete rodoviário, com destaque para o setor agropecuário. Em nota enviada a CNN, a Raízen respondeu a menção frisando que não utiliza transporte autônomo em sua operação de combustíveis e mantém contratos com grandes empresas de logística.

Segundo a companhia, o cálculo do frete pago nessas operações considera dois componentes — um valor fixo e outro variável. A empresa destaca que a fiscalização em curso estaria levando em conta apenas parte dessa composição, desconsiderando o valor total do frete. A Raízen afirmou que o modelo adotado segue a estrutura contratual vigente com suas transportadoras.

Para produtores, cooperativas e tradings, o frete é parte crucial do custo de produção e varia de acordo com safra, distância, disponibilidade de caminhões e preço do combustível. Em períodos de colheita, quando há maior demanda por transporte, as cotações sobem. Em momentos de menor movimentação, caem. 

A tabela mínima pode obrigar o contratante a pagar mais mesmo quando há excesso de oferta de transporte. Para o agro, isso significa aumento artificial de custos, perda de flexibilidade nas negociações e, no limite, redução da competitividade internacional — especialmente em commodities, onde centavos fazem diferença, conforme apurou o CNN Agro.

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Fonte : CNN

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