Acusada de racismo em jogo do Atlético de Madrid, a atacante Gio Garbelini se pronunciou pela primeira vez e negou as ofensas de cunho racistas em partida contra o Tenerife, na última terça-feira (17).
Em nota oficial, a atacante da Seleção Brasileira disse que seu nome foi associado a uma “mentira” e que “a verdade virá à tona e que os fatos serão devidamente esclarecidos.”
Veja nota oficial
“Venho a público me pronunciar sobre a denúncia registrada em súmula na partida de ontem, que me atribui uma acusação de cunho racista. Nego, de forma rotunda e categórica, ter proferido a palavra “negra” ou qualquer outro comentário racista ou ofensivo. O que foi registrado simplesmente não aconteceu.
O racismo é algo que rejeito profundamente. Vai contra tudo o que sou e tudo o que vivi no esporte. Ao longo da minha carreira compartilhei vestiário, conquistas e amizades verdadeiras com pessoas de culturas e origens diferentes — e isso sempre foi algo natural para mim, não uma postura.
Ver meu nome associado a uma mentira como essa me dói. E não vou aceitar em silêncio. Confio que a verdade virá à tona e que os fatos serão devidamente esclarecidos.
Seguirei colaborando com tudo o que for necessário.
Obrigada pelo carinho e apoio que tenho recebido.”
Entenda o caso
Noelia, do Tenerife, acusou Gio Garbelini de chamar sua companheira de equipe, Fatou Dembele, de “negra”. A situação teria ocorrido durante a expulsão de Dembele, em uma confusão entre as atletas de ambas as equipes.
A confusão teria começado aos 44 minutos do segundo tempo, e o protocolo foi iniciado após o alerta da goleira do Tenerife, Noelia Ramos. A arbitragem destaca que não ouviu a suposta declaração.
“No minuto 89 da partida, após a expulsão da jogadora do Tenerife, Dembele Fatou, a jogadora do Tenerife Noelia Ramos Álvarez me informa que a jogadora do Club Atlético de Madrid, Giovana Queiroz, se dirigiu à jogadora do Tenerife, Dembele Fatou, com o seguinte termo: “negra”, que não pode ser ouvido por nenhuma das integrantes da equipe de arbitragem”, diz a súmula.
“Em consequência, ativamos o protocolo contra o racismo, motivo pelo qual a partida ficou interrompida por cinco minutos”, conclui o documento.
Em campo, as colchoneras venceram por 1 a 0 e se classificaram para a decisão do torneio.
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Fonte : CNN