O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quarta-feira (18), que há possibilidade de o relatório final da comissão ser votado na próxima quinta-feira (26), caso o cronograma previsto seja mantido.
A estratégia desenhada pela presidência prevê a realização de oitivas ainda nesta semana e na próxima segunda-feira (23), seguida da leitura do parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (UNIÃO-AL), entre terça (24) e quarta-feira (25), com prazo para análise dos parlamentares antes da votação.
Segundo Viana, o plano pode ser alterado caso haja aprovação do pedido de prorrogação dos trabalhos da comissão pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). Nesse cenário, ele indicou que poderá suspender a leitura do relatório e apresentar um novo calendário.
“Se a prorrogação chegar, posso suspender e anunciar um novo cronograma”, afirmou.
A definição do calendário ocorre em meio a tensões com decisões do STF que têm impactado o andamento das oitivas.
Viana criticou o que classificou como “interferência clara” da Corte após o cancelamento do depoimento da presidente do Banco Crefisa Leila Pereira, que seria ouvida como testemunha em investigação sobre contratos de empréstimos consignados a aposentados.
Segundo ele, há preocupação de que outros convocados ligados a instituições financeiras recorram ao Supremo para evitar comparecimentos.
Apesar de a CPMI ter avançado na apuração de irregularidades envolvendo benefícios e associações, Viana afirmou que ainda não houve tempo para aprofundar eventuais conexões entre os empréstimos consignados e o Banco Master. “Não deu tempo”, disse o senador ao ser questionado.
A comissão também aguarda definição sobre o uso de dados restritos na chamada “sala-cofre”, enquanto mantém a previsão de novas oitivas, incluindo a convocação de testemunhas ligadas ao caso. O calendário final dependerá da deliberação sobre a prorrogação dos trabalhos.
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Fonte : CNN