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O ator Patrick Dempsey, 60, afirmou estar mais caseiro após a fama alcançada na série “Grey’s Anatomy”, onde ele interpretou o médico Derek Shepherd por 11 temporadas, até 2015.

Conhecido na série como Doutor Bonitão, Dempsey explicou à revista The Hollywood Reporter, especializada em cinema, que a intensa visibilidade desse trabalho o levou a valorizar mais a privacidade e os momentos em família.

“No auge do sucesso de [Grey’s], isso realmente invadiu nossa capacidade de sair para socializar e ter privacidade, e isso nos manteve muito mais em casa. Sou muito mais caseiro”, disse o ator.

Ele prosseguiu com o desabafo. “Sou consciente da minha responsabilidade quando saio. Quero estar presente, e se as pessoas vêm falar comigo, quero ter certeza de que me envolvo e converso com elas, as cumprimento ou tiro uma foto. Às vezes é muito difícil com a família, porque podemos estar tendo um momento íntimo e, às vezes, as pessoas ultrapassam o limite.”

Mas agora, Dempsey está de volta à televisão em um papel que o afasta de sua imagem de galã romântico, um contraste com a ousadia de seu novo personagem, Angelo, na série de suspense psicológico “Memória de um Assassino”, da Fox (e disponível na HBO Max).

Em conversa com a The Hollywood Reporter, Dempsey detalhou os motivos que o atraíram para esse novo trabalho. “Não me oferecem esse tipo de personagem com frequência”, afirmou o ator, referindo-se ao desafio de interpretar um assassino de aluguel que enfrenta o início precoce do Alzheimer.

O ator teve que tomar uma decisão rápida, em menos de 24 horas, sobre o papel. “Fiquei surpreso, intrigado e animado com a oportunidade de fazer isso”, revelou, sobre a chance de explorar um território dramático diferente.

Mais de uma década após deixar o drama médico da ABC, Dempsey agora vive um matador de aluguel que luta para manter sua vida dupla em segredo enquanto sua memória falha. A ironia: Derek Shepherd, seu personagem anterior, dedicou anos à pesquisa do Alzheimer, a mesma doença que agora assola o personagem que ele interpreta atualmente.

Inspirada no livro e no filme belga “De zaak Alzheimer” (2003), a série utiliza a imagem de Dempsey como um adorado protagonista romântico para criar um anti-herói pelo qual o público pode torcer.

Angelo lida com a perda de suas faculdades mentais, uma condição que também afeta seu irmão, Michael, internado em uma clínica de memória. A trama se aprofunda nos dilemas morais de Angelo, especialmente quando sua filha grávida, Maria, se torna alvo de alguém de seu passado.

Como produtor executivo, Dempsey expressa seu interesse em explorar o custo emocional do diagnóstico de Alzheimer, não apenas para o paciente, mas também para seus cuidadores. “Há uma oportunidade real com este programa para trazer mais luz e conscientização sobre o Alzheimer e como ele afeta o indivíduo e a família.”

Dempsey também reflete sobre o legado de “Doutor Bonitão”, aceitando que o personagem sempre fará parte de sua vida.

“É uma bênção me dar esse tipo de visibilidade e plataforma”, diz ele, usando-a para apoiar o Dempsey Center, focado em cuidados holísticos para pacientes com câncer. Ele vê o papel na série médica como uma “legado bonito”, inspirando pessoas a seguir carreiras na medicina.

Morte do amigo

O ator aproveitou a entrevista para prestar homenagem ao seu ex-colega de “Grey’s Anatomy”, Eric Dane, que morreu em 19 de fevereiro, aos 53 anos, após uma batalha contra a ELA (esclerose lateral amiotrófica).

Dempsey revelou que manteve contato com Dane até o fim e tentou, sem sucesso, tê-lo no papel do irmão de Angelo em “Memória de um Matador”, mas a progressão da doença impediu.

“Você percebe o quão rápido sua vida passa, o quão frágil ela é, e então, o que você faz com ela?”, questionou Dempsey, refletindo sobre o impacto de Dane em sua vida e a importância de deixar um legado positivo.

Ele reconhece a responsabilidade de ser uma figura pública, mas também os desafios que isso impõe à sua família. “É importante que meus filhos viajem e sejam quem eles querem ser, e saiam do negócio ou o que quer que queiram fazer. Mas largar a tela e ir experimentar a vida é fundamental.”

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Fonte : CNN

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