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A Embaixada dos EUA em Bagdá tem protegido suas instalações de projéteis com um canhão Gatling que ilumina os céus noturnos com rajadas de projéteis.

A ponta do sistema C-RAM (Contra-foguetes, Artilharia e Morteiro) é um canhão Gatling de 20 mm capaz de disparar 4.500 tiros por minuto.

Ele é equipado com radares, sensores e módulos de comunicação e montado em um reboque de 35 toneladas, o que permite mobilidade e a capacidade de adquirir e destruir alvos rapidamente, segundo um relatório da MDAA (Aliança de Defesa de Mísseis).

Os projéteis de 20 mm do canhão são tanto de blindagem leve quanto de alto explosivo, oferecendo versatilidade para atacar alvos aéreos e terrestres a uma distância de 2 mil metros, de acordo com o fabricante General Dynamics.

Eles também possuem um mecanismo de autodestruição para o caso de o alvo ser perdido, evitando danos acidentais causados ​​pelos disparos.

O sistema é derivado do Sistema de Armas de Defesa de Ponto Phalanx da Marinha dos EUA, um canhão considerado a última linha de defesa para navios de guerra contra mísseis de cruzeiro ou alvos de superfície que ultrapassem as defesas de longo alcance da embarcação.

O sistema naval ganhou destaque em 2024, quando o destróier de mísseis guiados Gravely o utilizou para abater um míssil Houthi que se aproximou a menos de um quilômetro e meio do navio de guerra no Mar Vermelho.

O sistema terrestre foi utilizado milhares de vezes para proteger bases operacionais avançadas dos EUA no Iraque e no Afeganistão desde seu primeiro destacamento no Iraque em 2004, segundo a MDAA.

Alvo de ataques

A embaixada e outros locais ligados aos EUA têm sofrido uma série de ataques com drones e foguetes desde que os EUA e Israel iniciaram uma campanha militar contra Teerã, há quase três semanas.

No início de março, a embaixada ordenou que todos os seus funcionários não essenciais deixassem o local devido a preocupações com a segurança.

Na noite desta terça-feira (17), ataques com drones e foguetes foram retomados nos arredores da embaixada, segundo informações de oficiais de segurança local.

Os ataques causaram alguns danos nos arredores da embaixada, que fica na fortificada Zona Verde, no centro de Bagdá, segundo o oficial.

Autoridades de segurança também disseram à CNN que dois foguetes que tinham como alvo a embaixada foram interceptados.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.  As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

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Fonte : CNN

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