O presidente argentino, Javier Milei, declarou, nesta terça-feira (17), seu apoio aos Estados Unidos e Israel contra o Irã na guerra do Oriente Médio.
Segundo a TN, afiliada da CNN na Argentina, durante uma cerimônia em homenagem às vítimas do ataque à embaixada de Israel no país, que deixou dezenas de mortos em 1992, Milei fez críticas ao regime iraniano e afirmou que seu país é “parceiro de Israel nos valores da liberdade e na luta contra o terrorismo”.
“A Argentina é parceira de Israel nos valores da liberdade e na luta contra o terrorismo. Eles tentaram nos distanciar de uma nação irmã. Tanto o ataque à embaixada quanto o atentado à AMIA (Associação Mutual Israelita Argentina) foram tentativas de minar a clareza moral do nosso povo”, afirmou.
Ao longo de seu discurso, o presidente argentino enfatizou que “não pode haver trégua diante do terrorismo”.
No fim do pronunciamento, Milei reafirmou o alinhamento com os EUA e Israel no conflito.
“Estamos deixando claro qual é a nossa posição neste momento histórico em que os Estados Unidos e Israel decidiram pôr fim ao regime iraniano. Uma tirania que não só mantém sua população cativa, como também semeia o terror há décadas em todo o mundo”, afirmou o presidente argentino.
Ataques na Argentina
Em 1992, uma caminhonete com explosivos atingiu o prédio da embaixada de Israel na Argentina, deixando dezenas de mortos e centenas de feridos.
Ainda segundo a afiliada da CNN na Argentina, o presidente culpou o Irã pelo ataque, afirmando que foi uma ofensiva “contra os fundamentos morais da nossa sociedade”.
“Foi um ataque covarde do inimigo iraniano que deixou 29 mortos. Foi um ataque contra os fundamentos morais da nossa sociedade. Israel personifica os valores da liberdade e da resiliência”, disse Milei.
Já em 1994, uma van carregada de bombas atingiu o centro comunitário judaico da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em Buenos Aires, matando 85 pessoas e deixando centenas de feridos. O atentado se tornou o mais letal da história do país.
O principal tribunal criminal da Argentina culpou o Irã pelo ataque, dizendo que ele foi realizado por militantes do Hezbollah em resposta a “um projeto político e estratégico” do Irã.
Teerã negou envolvimento e se recusou a entregar os suspeitos, e investigações anteriores e mandados de prisão da Interpol não levaram a nada.
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Fonte : CNN