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Candidatos à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em São Paulo já começam a experimentar as mudanças no processo de exame prático de direção. É que a nova avaliação, determinada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), já começou a ser aplicada por órgãos estaduais de trânsito, como o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP).

Uma das principais alterações é o fim das faltas eliminatórias automáticas durante a prova prática. Até então, determinadas manobras — como erros na baliza — poderiam resultar na reprovação imediata do candidato, mesmo que o restante da condução fosse realizado de forma adequada. Com a nova regra, o sistema passa a adotar um modelo de pontuação baseado nas infrações de trânsito.

Na prática, o candidato inicia o exame com zero ponto e pode acumular penalidades ao longo da avaliação. Cada infração recebe um peso específico. As regras foram determinadas pelo novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV) Para ser aprovado, o candidato não pode ultrapassar o limite de dez pontos ao final da avaliação.

  • I – peso um: infração de trânsito de natureza leve;
  • II – peso dois: infração de trânsito de natureza média;
  • III – peso quatro: infração de trânsito de natureza grave; e
  • IV – peso seis: infração de trânsito de natureza gravíssima.

De acordo com os órgãos de trânsito, a mudança busca aproximar o exame da realidade enfrentada pelos motoristas no cotidiano das vias. Em vez de eliminar automaticamente o candidato por uma falha isolada, a avaliação passa a considerar o comportamento geral durante a condução do veículo.

Outra mudança relevante envolve a manobra de estacionamento, a famosa baliza. A manobra continua presente no exame, porém deixou de ser uma etapa isolada e obrigatória com critérios rígidos de execução. Agora, ela ocorre dentro do próprio percurso e é analisada pelo resultado final e pela forma como o candidato conduz o veículo durante a manobra.

Com o novo modelo, não há limite específico de movimentos nem tempo máximo para estacionar. O candidato pode optar por estacionar de frente ou de ré, desde que respeite as normas de trânsito e mantenha condições seguras de execução.

O novo manual também estabelece diretrizes para evitar procedimentos considerados inadequados durante a avaliação. Avaliadores devem limitar as orientações ao essencial, evitando comentários que possam causar nervosismo ou induzir erros. Além disso, o trajeto da prova deve incluir elementos comuns da circulação urbana, como intersecções, mudanças de faixa e rotatórias, mas não pode utilizar vias de trânsito rápido ou rodovias.

Outro ponto abordado pelas novas regras é a possibilidade de realizar o exame prático com veículos equipados com transmissão automática. A medida acompanha a crescente presença desse tipo de tecnologia na frota nacional e amplia as opções disponíveis para os candidatos.

Além das mudanças na prova prática, o processo de habilitação também passou por atualização no exame teórico. O conteúdo das avaliações passou a utilizar o Banco Nacional de Questões, elaborado pela Secretaria Nacional de Trânsito. O banco reúne cerca de 1.500 perguntas que são utilizadas de forma padronizada em todo o território nacional.

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Fonte : CNN

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