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O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou, nesta terça-feira (17), três deputados acusados de desviar emendas parlamentares.

Tem mais oitenta na fila. Sim, falava-se de oitenta e três parlamentares na mira do Supremo por questões envolvendo as emendas parlamentares. 

No caso desses três acusados pela PGR (Procuradoria-Geral da República), ficou comprovado que eles enviavam recursos a uma prefeitura em troca de comissão, digamos assim, de 25% do valor das emendas.  

Foram condenados a penas de prisão, mas é a Câmara dos Deputados que vai decidir se perdem o mandato.  

Em tempos normais, essas condenações fariam parte do noticiário corriqueiro sobre corrupção envolvendo políticos, mas estamos longe, muito longe, de viver tempos normais. 

Assim, o que é investigação, processo e punição de envolvidos em desvio de dinheiro público entra em outra gaveta da crise política: a da guerra entre os Poderes. 

Vozes do Legislativo costumam dizer que o Supremo extrapolou suas funções e assumiu poderes do legislador, embora ministros da Corte não tivessem sido eleitos para isso.  

Vozes do STF dizem que boa parte das críticas recebidas tem como pano de fundo os interesses inconfessáveis de gente de comportamento pouco republicano. 

O escândalo do Master e o envolvimento de ministros do Supremo deram aos críticos no Legislativo uma grande munição. 

A maneira como o Legislativo se apropriou do orçamento público – um deputado vale hoje R$ 53 milhões em emendas – deu ao STF (e ao Executivo) também bastante munição. 

O chumbo que está sendo trocado não tem data para acabar, nem se sabe como.  

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Fonte : CNN

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