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A ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) elevou a estimativa de exportação de soja em março. Segundo números da associação divulgados nesta terça-feira, a nova estimativa do volume de soja exportado em março é de 17.632.381 toneladas, um aumento de 7% em relação à última projeção.
 
A associação considera um intervalo no volume exportado entre 15 milhões e 17,6 milhões de toneladas de soja, a depender do ritmo dos portos.

A entidade elevou também a expectativa de embarque de farelo de soja para 2,6 milhões de toneladas, cerca de 21% a mais do volume exportado no mesmo período de 2025. Nesse novo levantamento, a projeção para exportação de milho chegou a 868 mil toneladas, um aumento de 83% frente aos números do mesmo período no último ano.

Trigo (384,2 mil toneladas), DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis, 67,2 mil toneladas) e sorgo (35,1 mil toneladas) também tiveram as projeções reavaliadas.

Entre os dias 8 e 14 de março, o Brasil exportou 4,32 milhões de toneladas de soja, sendo a maior parte — cerca de 1,77 milhão de toneladas — pelo Porto de Santos. Esta também foi a principal porta de saída do farelo de soja: 41% das 729,8 mil toneladas da commodity foram escoadas pelo principal porto do país.

O Porto de Santarém foi o único ponto de exportação de milho (180,8 mil toneladas) e trigo (159,8 mil toneladas) neste período.

A China segue como principal destino da soja brasileira. Segundo a Anec, cerca de 71% das exportações dessa commodity desde janeiro foram destinadas à China. Espanha, Turquia e Tailândia somam 12% dos embarques desta commodity.

O principal comprador do milho brasileiro segue sendo o Vietnã (25%), seguido por Irã (21%), Egito (17%) e Argélia (12%).

A Indonésia lidera os embarques de farelo de soja com 22% das importações. Tailândia (12%), Polônia (9%), Irã (8%) e Holanda (7%) são outros parceiros comerciais do Brasil na venda desta commodity.

A exportação de milho nos primeiros meses de 2026 está concentrada em seis países: Vietnã (28%), Quênia (20%), Bangladesh (19%), Nigéria (18%), África do Sul (9%) e República Dominicana (6%).

 

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Fonte : CNN

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