Um peixinho-dourado chamado “Blub” conquistou oficialmente um título no Guinness World Records após “dirigir” um veículo adaptado por uma distância de 12,28 metros em apenas um minuto. O veículo era controlado pelos próprios movimentos do peixe dentro de um aquário.
Segundo o Guinness, o “carrinho” foi desenvolvido por Thomas de Wolf, engenheiro de computação holandês. O sistema consiste em um carro equipado com um aquário e uma câmera com sensor de movimento.
A tecnologia funciona da seguinte forma: toda vez que Blub se desloca para um lado do tanque, a câmera capta o movimento e direciona o veículo para o mesmo sentido. Para que o sensor opere corretamente, o sistema exige peixes de cor vermelha brilhante, o que tornou o “peixeinho-dourado” o “piloto ideal”.
O experimento foi testado oficialmente no set do programa de televisão italiano Lo Show dei Record, em Milão, na Itália. Sob supervisão, Blub tinha como missão percorrer uma distância mínima de cinco metros em 60 segundos para se sagrar como um recordista.
No entanto, o peixe superou todas as expectativas e alcançou a marca de um pouco mais de 12 metros no mesmo tempo. A medição exata foi realizada por meio da contagem de quantas vezes uma marca colorida presente nas rodas do veículo tocou o solo durante o percurso.
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Peixes capazes de dirigir
Em 2022, pesquisadores israelenses descobriram que peixinhos-dourados são capazes de navegar em terra.
O time da Universidade Ben-Gurion desenvolveu um veículo operado por peixes. O carro robótico usa LIDAR (Light Detection and Ranging), uma tecnologia de sensores que usa luz laser pulsada para coletar dados da localização terrestre do veículo e do peixe dentro de um aquário montado.
Um computador, uma câmera, motores elétricos e rodas omnidirecionais deram ao peixe o controle do veículo.
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“Surpreendentemente, não demora para que o peixe aprenda como dirigir o veículo. Ficam confusos à primeira vista. Não sabem o que está acontecendo, mas percebem rapidamente que há uma correlação entre seus movimentos e os movimentos da máquina em que estão dentro”, disse o pesquisador Schachar Givon.
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Fonte : CNN