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O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou nesta terça-feira (17) que o país havia efetivamente vencido a guerra contra o Irã, mas não deu nenhuma indicação de quando o conflito poderia terminar, dizendo apenas que a campanha continuaria até que seus objetivos fossem alcançados.

Em uma coletiva de imprensa, Saar disse que Israel buscava eliminar “ameaças existenciais”, mas não explicou como o governo determinaria quando esses objetivos seriam atingidos.

“É preciso ter paciência”, disse ele, no 18º dia de uma guerra que já matou mais de duas mil pessoas, a maioria no Irã e no Líbano, mas também em Israel, no Iraque e em toda a região do Golfo.

Saar e outras autoridades israelenses afirmaram que o objetivo é enfraquecer significativamente a capacidade do Irã de realizar ataques contra Israel a longo prazo, criando, ao mesmo tempo, condições dentro do Irã que possam, em última instância, permitir que os iranianos derrubem seus governantes.

Mas Saar também reconheceu que “o regime” no Irã só poderia ser derrubado pelo povo iraniano – um aparente reconhecimento de que uma revolta não parece iminente.

As IDF (Forças Armadas de Israel) afirmaram estar realizando ataques aéreos contra lançadores de mísseis balísticos, instalações de armazenamento e produção do Irã. Também bombardearam locais que, segundo elas, estão ligados ao programa nuclear iraniano e atacaram forças de segurança.

“Já vencemos”, disse Saar, descrevendo o Irã como “dramaticamente enfraquecido” e não mais o país que era antes do início da guerra, em 28 de fevereiro, com os ataques conjuntos entre EUA e Israel.

“Isso é claro para nós e para nossos vizinhos, mas continuaremos até que a missão esteja completa”, afirmou.

Mesmo com a declaração de vitória de Saar, ecoando as afirmações do presidente dos EUA, Donald Trump, na última quarta-feira (11), o Irã disparou inúmeros mísseis contra Israel na terça-feira, evidenciando a capacidade contínua de Teerã de realizar ataques de longo alcance após mais de duas semanas de guerra.

O governo Trump tem emitido sinais contraditórios sobre quando o conflito poderá terminar, ora sugerindo que poderia ser concluído em breve, ora indicando que a campanha continua em andamento.

Autoridades israelenses não forneceram um cronograma, e os militares afirmam ter planos de guerra para as próximas três semanas e além.

“Estamos fazendo um trabalho muito importante”, disse Saar, pouco tempo após o ministro da Defesa do país, Israel Katz, anunciar que os militares haviam matado o chefe de segurança Ali Larijani. A informação foi confirmada posteriormente por autoridades iranianas.

A guerra entre os EUA e Israel com o Irã mergulhou a região em turbulência, com Israel agora também lutando contra o Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano, e Teerã realizando ataques contra os estados árabes do Golfo.

O Irã também fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo, por onde fluem 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, elevando os preços da energia e os temores de inflação.

Diversos aliados dos EUA rejeitaram o pedido de Trump para enviar navios de guerra para escoltar petroleiros pelo estreito, com alguns criticando Washington e Israel por não os consultarem antes de iniciar a guerra. Saar descreveu o bloqueio da hidrovia pelo Irã como “pirataria moderna” e afirmou que se tratava de um problema global.

O ministro das Relações Exteriores da Estônia, Margus Tsahkna, falando ao lado de Saar, sinalizou que o membro da Otan e da União Europeia estava aberto a participar de uma missão liderada pelos EUA para reabrir a hidrovia estratégica, mas ressaltou que Washington precisava primeiro esclarecer seus objetivos e o tipo de apoio que buscava.

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Fonte : CNN

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