A exposição “Pluralidades insulares: arte latino-americana e caribenha no acervo do BID” será inaugurada na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp (CCF), em São Paulo, no dia 18 de março, apresentando um inédito recorte de uma das mais renomadas coleções das Américas.
O evento marca um momento histórico para o Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID): é a primeira vez que parte de seu acervo, composto por quase 2 mil itens, é exibida fora de sua sede oficial nos Estados Unidos.
Ao todo, 157 obras de artistas de 26 países estarão à disposição do público brasileiro até o dia 5 de julho.
De um lado, a exposição apresenta nomes que ajudaram a formar o modernismo e a contemporaneidade da arte no século XX, como o mexicano Diego Rivera, a colombiana Olga de Amaral, o argentino Benito Quinquela Martín e a nipo-brasileira Tomie Ohtake.
Por outro lado, também dá espaço a novos artistas que recentemente se destacaram no cenário global, como a brasileira Kika Carvalho, a barbadiana Sheena Rose e o peruano Rember Yahuarcani.
Julieta Maroni, curadora da coleção no BID, afirma que essa mistura simboliza o progresso da institution. “Hoje, a coleção procura refletir tanto os legados artísticos quanto o dinamismo da produção contemporânea”, explica.
A mostra é dividida em sete seções temáticas: territórios e gentes; geometrias e abstrações; religiosidade; mulheres e a história da coleção.
O título “Pluralidades insulares” remete à ideia de que a América Latina funciona como um arquipélago de identidades.
“São pequenas ilhas na América dita latina, que muitas vezes não se conversam, mas coexistem”, define o curador convidado Giancarlo Hannu. O objetivo é mostrar que não existe uma “única forma” de ser latino-americano, mas sim uma constelação de sensibilidades.
Destaques e representatividade feminina
Um dos eixos centrais da exposição é a presença feminina, refletindo um esforço recente do BID em revisar sua historiografia e incluir artistas cujas práticas foram, por muito tempo, sub-representadas no mercado de arte.
Além disso, a mostra traz um olhar profundo sobre a abstração e a geometria. “Quando a geometria moderna entra na América do Sul, cada um assume um sotaque diferente”, comenta Hannud, referindo-se às traduções locais que deram origem a movimentos únicos no continente.
Serviço
- Exposição: “Pluralidades insulares: arte latino-americana e caribenha no acervo do BID”
- Local: Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp (Av. Paulista, 1313)
- Período: 18 de março a 5 de julho
- Entrada: Gratuita
source
Fonte : CNN