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A liberação da vista pedagógica, conhecida como o espelho da redação do Enem 2025, ocorrida nesta terça-feira (17), motivou uma série de questionamentos e indignação nas redes sociais.

Candidatos apontam o que chamam de “erro matemático” do Inep: a soma das notas atribuídas às cinco competências não estaria batendo com o resultado final divulgado oficialmente em janeiro.

O “espelho” da redação é o documento que detalha o desempenho do estudante em cada um dos cinco critérios avaliativos, que somam até 1.000 pontos. Nesta etapa, são levadas em consideração competências como domínio da língua escrita, compreensão da proposta, interpretação, mecanismos linguísticos e elaboração para o tema abordado nesta etapa da correção. 

No entanto, relatos no X (antigo Twitter) sugerem que há discrepâncias significativas entre a nota que aparece no sistema de seleção e a soma real dos pontos detalhados na vista pedagógica.

“A conta não fecha”, alegam candidatos

A divergência de dados gerou uma série de manifestações de estudantes que se sentem prejudicados, especialmente aqueles que utilizaram as notas para processos seletivos como o Sisu, ProUni e Fies.

Um candidato reportou um dos possíveis erros cometidos: “No dia 16 de janeiro saiu a nota 680, fui olhar hoje as competências e a soma de todas dava 740”. Além disso, o candidato ressaltou que, no momento de escolher a faculdade, o sistema considerou a nota menor.

Outros usuários notaram decréscimos sistemáticos de 10 pontos em relação à descrição das competências. O que levou candidatos a cogitarem hipótese de falha tecnológica: “Correção feita por IA que não sabe que a nota é de 40 em 40 pontos”.

Em meio à repercussão da suposta falha, a publicação que anunciava a divulgação dos espelhos foi deletada das redes sociais do MEC.

O que diz o MEC?

Até o momento, o MEC (Ministério da Educação) e o Inep não se pronunciaram oficialmente sobre as reclamações. Segundo a assessoria, o órgão deve se manifestar em breve sobre o caso.

*Publicado por André Nicolau, da CNN Brasil

 


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Fonte : CNN

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