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Os preços do petróleo se recuperaram nesta terça-feira (17), enquanto o Irã intensificava seus ataques à infraestrutura energética em todo o Oriente Médio e uma figura importante do regime sugeriu que o crucial Estreito de Ormuz não se tornaria seguro para navios tão cedo.

Por volta das 13h30, o petróleo Brent, referência global para o petróleo, subia 1,43%, sendo negociado em torno de US$ 101 o barril, após ter saltado mais de 4% no início do pregão.

Enquanto o WTI, referência nos EUA, subiu 1,3%, sendo negociado em torno de US$ 93 o barril.

Os preços da gasolina nos Estados Unidos continuaram subindo, atingindo uma média nacional de US$ 3,79 por galão – o preço mais alto para um galão de gasolina comum desde outubro de 2023, de acordo com a Associação Automobilística Americana (AAA).

Em entrevista televisionada nesta terça-feira, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o Estreito de Ormuz continua sob ameaça devido à presença americana e israelense na região do Golfo.

“O Estreito de Ormuz não pode voltar a ser o mesmo de antes e retornar às suas condições anteriores”, disse Qalibaf, acrescentando que “já não há segurança alguma”. Ele também alertou que as bombas e os aviões americanos não conseguiriam destruir as instalações de armas do Irã.

Os recentes ataques do Irã à infraestrutura energética aumentaram as preocupações com o fornecimento global de petróleo e gás natural. Os Emirados Árabes Unidos suspenderam as operações em seu campo de gás natural de Shah, nos arredores de Abu Dhabi, após um ataque com drones na terça-feira. Um ataque separado com drones causou um incêndio no importante porto petrolífero emiradense de Fujairah, enquanto um campo petrolífero iraquiano também foi atacado .

Entretanto, um navio-tanque foi atingido por um “projétil desconhecido” na noite de segunda-feira perto de Fujairah, informou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido. O centro registrou mais de uma dúzia de ataques a embarcações no Golfo Pérsico e perto do Estreito de Ormuz desde o início dos ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Em mais um sinal de escalada, Israel anunciou na noite de segunda-feira que havia assassinado o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani. O Irã ainda não confirmou a suposta morte de Larijani.

Interrupção prolongada

A alta nos preços do petróleo nesta terça-feira ocorre após uma queda na sessão de negociação anterior. Na segunda-feira, o Brent fechou em queda de 2,8% e o S&P 500 teve seu melhor desempenho diário desde o início da guerra, “com o aumento das esperanças de uma retomada do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz”, disse Jim Reid, chefe de pesquisa macroeconômica global do Deutsche Bank.

Os preços do petróleo bruto permanecem cerca de 40% mais altos do que antes dos ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irã, que levaram Teerã a bloquear o Estreito de Ormuz, normalmente uma via de passagem para cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito.

O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu aos aliados que ajudem a reabrir o estreito, alertando que a OTAN enfrenta um “futuro muito ruim” se os países não prestarem auxílio. Mas os líderes europeus continuam receosos de se envolverem na guerra.

Na segunda-feira, a União Europeia decidiu não expandir suas operações navais no Oriente Médio após uma reunião de ministros das Relações Exteriores.

“A Europa não tem interesse em uma guerra sem fim”, disse Kaja Kallas, a principal diplomata da UE, a jornalistas em Bruxelas após a reunião. “Esta não é a guerra da Europa”, afirmou, embora tenha acrescentado que os interesses europeus estão “diretamente em jogo”.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou na segunda-feira que o Reino Unido está trabalhando com aliados, inclusive na Europa, em um plano para “restaurar a liberdade de navegação na região o mais rápido possível e atenuar o impacto econômico”, sem fornecer detalhes. Ele enfatizou, contudo, que o Reino Unido “não será arrastado para uma guerra mais ampla”.

Também na segunda-feira, a Agência Internacional de Energia afirmou que seus países membros podem liberar mais reservas emergenciais de petróleo, se necessário, além dos 400 milhões de barris que começarão a chegar aos mercados globais esta semana.

A liberação histórica acordada até o momento, uma vez concluída, reduzirá os estoques de emergência nos países da AIE em apenas cerca de 20%, afirmou o diretor executivo da agência, Fatih Birol, em declarações transmitidas pela televisão. “Ainda temos muitos estoques restantes, apesar dessa grande liberação”, acrescentou.

Mas ele também alertou: “Embora a liberação dos nossos estoques possa servir como uma proteção por enquanto, não é uma solução duradoura… o fator mais importante para o retorno a fluxos estáveis ​​de petróleo e gás (natural) é a retomada do trânsito pelo Estreito de Ormuz.”

*Com informações da CNN Internacional 

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Fonte : CNN

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