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Onze pessoas foram presas, nesta terça-feira (17), em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (BA), durante a Operação Cluster, realizada pela PCBA (Polícia Civil da Bahia).

De acordo com a corporação, os investigados são suspeitos de integrar a facção BDM (Bonde do Maluco), envolvida com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e outros crimes violentos. Ainda segundo a polícia, alguns deles podem ter participado do assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete, ocorrido em agosto de 2023.

Durante a ação, também foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, que, segundo o Denarc (Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico), resultaram na apreensão de cadernos de anotações, aparelhos celulares e documentos relacionados à atuação do grupo criminoso.

Entre os presos estão uma mulher apontada como operadora financeira da organização e um homem responsável pela logística do grupo. Os demais nove suspeitos são investigados por envolvimento direto no tráfico de drogas.

Segundo a polícia, um dos alvos segue foragido, e novos mandados de prisão foram expedidos contra investigados já custodiados, todos com possível ligação ao homicídio de Mãe Bernadete.

O assassinato da líder quilombola ocorreu na noite de 17 de agosto de 2023, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho. Segundo o inquérito policial, Mãe Bernadete foi atingida por 25 disparos dentro da residência. Três netos da ialorixá estavam na casa no momento do ataque, mas foram retirados da sala antes dos disparos e não sofreram ferimentos.

De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado pela resistência da líder religiosa à atuação do tráfico de drogas no território quilombola e à retirada de uma barraca utilizada para venda de entorpecentes.

A Operação Cluster contou com o apoio de unidades especializadas da Polícia Civil, incluindo o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), DEIC (Investigações Criminais), de Draco (Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro), além da Coordenação de Polinter (Polícia Interestadual). Segundo a corporação, o DPT (Departamento de Polícia Técnica) participou da análise do material apreendido e prestou suporte às diligências investigativas.

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Fonte : CNN

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