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O secretário de governo de São Paulo, Gilberto Kassab, também presidente nacional do PSD, vai se reunir com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para definir como será sua saída do governo estadual nos próximos dias. Segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil, a reunião ocorrerá em até 20 dias.

O encontro deve servir também, segundo aliados de ambos, para “aparar arestas” e resolver indisposições recentes entre Kassab e Tarcísio.

Nos bastidores, a avaliação é que a saída do secretário já está praticamente definida. De acordo com interlocutores do dirigente do PSD, Kassab pretende deixar o cargo para se dedicar à articulação política do partido nas eleições de 2026.

A decisão tem dois objetivos principais. O primeiro é cumprir eventual desincompatibilização eleitoral que o deixe apto a disputar cargos ou participar da chapa de Tarcísio, como vice — possibilidade considerada remota neste momento por aliados do governador, já que Tarcísio mantém preferência pelo atual vice, Felício Ramuth (PSD).

O segundo objetivo é ampliar a atuação nacional de Kassab na estratégia do partido. O PSD pretende lançar candidato próprio à Presidência da República em 2026, segundo o dirigente, e ele deve percorrer o país para apoiar nomes da legenda e participar de agendas políticas.

Interlocutores do presidente do PSD afirmam que Kassab também pretende intensificar articulações locais em estados pelo Brasil antes do início oficial da campanha eleitoral, previsto para agosto de 2026. Para isso, o dirigente considera ser o mais correto se desvincular da secretaria em São Paulo, diante da intensa agenda de viagens.

Apesar da saída do governo paulista, Kassab tem dito a aliados que pretende seguir próximo de Tarcísio na disputa pela reeleição no estado.

Em manifestações recentes, o dirigente afirmou que a aliança entre ele, o PSD e o governador seguirá firme e que quem aposta em um afastamento entre os dois “vai se desiludir”.

No Palácio dos Bandeirantes, aliados do governador reconhecem a importância da estrutura municipal do PSD para o projeto de reeleição. O partido reúne uma das maiores redes políticas do estado, com mais de 200 prefeitos e forte presença na Assembleia Legislativa.

Reservadamente, interlocutores do governo afirmam que a reunião entre Kassab e Tarcísio deve servir para alinhar os próximos passos da parceria política, mesmo com o dirigente deixando formalmente a administração estadual. Recentemente, o governador disse que “não aceitará imposição” de nome para vice em sua chapa à reeleição.

Ruídos recentes na relação

As indisposições entre Tarcísio e Kassab vieram a público após uma troca indireta de declarações no início do ano.

Em entrevista, o presidente do PSD afirmou que o governador precisava ter identidade política própria em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), diferenciando lealdade de submissão — fala interpretada por aliados de Tarcísio como um recado sobre a relação do governador com o bolsonarismo.

Dias depois, durante um evento, Tarcísio respondeu de forma indireta, afirmando que quem fala em submissão não entende nada sobre lealdade ou amizade.

Nos bastidores do Palácio dos Bandeirantes, aliados do governador passaram a avaliar que Kassab perdeu espaço nas conversas mais estratégicas do governo, em meio também a divergências sobre o cenário eleitoral de 2026 e à disputa silenciosa sobre a composição de uma eventual chapa futura.

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Fonte : CNN

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