Pelo segundo ano consecutivo, o Oscar chega com um sentimento diferente para os brasileiros.
Em 2026, a disputa conta com a indicação de “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, em quatro categorias: Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura, Melhor Filme e Melhor Elenco — essa última inédita na premiação.
O diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso também concorre a uma estatueta em Melhor Fotografia pela produção americana “Sonhos de Trem”.
Para além da expectativa da vitória, os olhares dos fashionistas também estarão voltados ao look que será escolhido por Wagner Moura, 49, para atravessar o tapete vermelho da cerimônia que acontece no próximo domingo (15), em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Figurando entre os mais bem vestidos nos eventos da indústria cinematográfica, desde que deu início à divulgação da obra, o brasileiro vem apostando em pouca exuberância, dando destaque para a elegância enquanto prova que estilo é ferramenta de comunicação.
A resposta de suas respectivas escolhas está em sua stylist, a italiana Ilaria Urbinati, 45, que, ao longo dos anos, se consagrou como um dos nomes mais promissores da moda masculina em Hollywood.
Confira looks usados por Wagner Moura na corrida ao Oscar 2026
Em maio de 2025, “O Agente Secreto” fez sua estreia mundial no 78º Festival de Cannes, arrancando 13 minutos de aplausos da plateia, além de sair com dois prêmios da competição oficial: Melhor Diretor para Kleber Mendonça Filho e Melhor Ator para Wagner Moura.
Para o evento, o ator usou Dior Men, posando com um smoking azul de lã com gala xale, assinado por Kim Jones. A composição também era complementada por uma camisa branca de algodão, gravata borboleta de seda azul e sapatos derby de couro envernizado.
No pulso, um relógio Tank Must, da Cartier, com movimento de quartzo de alta autonomia, além dos detalhes em aço e couro preto.

Outro modelito de destaque foi visto durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá, quando ele cruzou a cerimônia com um visual chamativo, usando um conjunto de blazer e calça de alfaiataria, ambos na cor amarela, da grife italiana Giuliva Heritage.

Mais tarde, repetiu a ideia, vestindo um coordenado verde oliva da Dolce & Gabbana durante sua participação no New York Film Festival.

Enquanto isso, durante o Critics Choice Awards, Moura investiu em um quimono da grife Zegna e sapatos Christian Louboutin.
Na ocasião, o título brasileiro venceu como Melhor Filme Estrangeiro, sendo primeira vez em que um longa do Brasil foi premiado.

Uma semana depois, no Globo de Ouro, quando a obra levou o troféu de Melhor Filme de Não-Inglesa, Wagner seguiu a estética minimalista e luxuosa, usando um terno branco da grife italiana Maison Margiela com gravata borboleta e calça preta.
Completando a produção, o ator optou pelo calçado Tabi, conhecido justamente por seu design ímpar, onde o dedão fica separado do restante.
O modelo é inspirado em um sapato japonês do século 15, sendo reinterpretado por Martin Margiela na década de 1980. Nos últimos anos, o item se consagrou como ícone da moda – embora rodeado de controvérsias.

Em fevereiro, durante o Bafta, a escolha sofisticada e cheia de detalhes também chamou a atenção. O clássico terno ganhou força total, desta vez da grife italiana Bottega Veneta, com abotoamento duplo e lapelas amplas.
O visual foi elevado por um broche em formato de flor de cerejeira, feito em diamantes e pérolas, pela joalheria britânica Anabela Chan. Além disso, o sapato contou com textura artesanal com uma técnica trançada de tiras de couro.
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Fonte : CNN