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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, trocou seu advogado de defesa nesta sexta-feira (13), em movimentação que sinaliza uma possível delação premiada. De acordo com apuração do analista Caio Junqueira, no CNN Prime Time, Pierpaolo Bottini foi substituído por José Luís Oliveira Lima, criminalista com histórico de atuação em casos que envolveram colaboração premiada.

Um fator determinante para a saída de Bottini seria o potencial conflito de interesses, já que o advogado possui entre seus clientes figuras do Centrão que poderiam ser citadas em eventual delação de Vorcaro. O criminalista também teria restrições ao próprio instrumento da colaboração premiada.

Outro advogado do caso, Roberto Podval, também pode vir a deixar a defesa. Segundo apuração de Junqueira, Podval mantém relação de amizade com o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), que seria outro potencial nome a ser mencionado caso uma delação se concretize.

A troca de advogados ocorre em um momento estratégico, logo após a decisão judicial que manteve Vorcaro em presídio de segurança máxima. Segundo Junqueira, essa mudança reflete uma tendência de possível acordo de delação, embora o novo defensor tenha informado a interlocutores que ainda não há decisão tomada sobre uma colaboração premiada.

A manutenção da prisão de Vorcaro em presídio de segurança máxima aumenta consideravelmente as chances de uma colaboração premiada. “Se o Vorcaro saísse da prisão ou voltasse para domiciliar, já haveria uma tendência de uma colaboração premiada, ainda que uma colaboração meia boca. Agora, no estágio que ele está, ele vai fazer uma delação para entregar todo mundo”, avaliou uma fonte próxima ao ex-banqueiro em conversa com o analista da CNN.

Impacto político

O caso gera tensão em Brasília devido à magnitude dos possíveis envolvidos. Segundo Junqueira, a eventual delação de Vorcaro poderia alcançar figuras dos três poderes, incluindo dirigentes partidários e ministros de Estado, o que o analista classifica como “talvez a Delação do Fim do Mundo”.

O analista pondera que a própria dimensão do caso poderia dificultar sua concretização: “Quando é uma colaboração que vai pegar estabelecimento político, os três poderes, pode ser que isso gere uma contra-reação muito forte, semelhante à que a gente viu na contra-reação que teve a própria Operação Lava Jato”.

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Fonte : CNN

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