A CGU (Controladoria-Geral da União) começou nesta semana a analisar o relatório da sindicância no BC (Banco Central) sobre o caso do Banco Master. Entre outras informações, a apuração interna mirou possíveis desvios de conduta por servidores da autarquia.
Segundo apuração da CNN Brasil, o relatório da sindicância foi entregue na terça-feira (10). Então, a área técnica da CGU iniciou uma análise preliminar do relatório.
A partir desta análise, a Controladoria-Geral da União define se há elementos para abrir um PAD (Processo Administrativo Disciplinar), que apura infrações cometidas por servidores públicos federais, ou um PAR (Processo Administrativo de Responsabilização), que investiga irregularidades cometidas por empresas contra a administração pública.
Regimentalmente, estes processos duram 180 dias, sendo prorrogáveis por mais 180. Os processos, se acionados, correrão em sigilo.
A terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), mostrou que dois servidores do BC prestavam uma “consultoria informal” a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo a PF, o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio de Souza e o ex-chefe de departamento da área de supervisão bancária, Bellini Santana, mantinham contato recorrente com Vorcaro e forneciam orientações estratégicas sobre a atuação do Banco Central em processos administrativos envolvendo o Banco Master, inclusive sugerindo abordagens e argumentos a serem utilizados em reuniões com dirigentes do BC.
Ambos já tinham sido afastados de seus cargos na abertura da sindicância, por decisão do presidente do BC, Gabriel Galípolo.
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Fonte : CNN