O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou as medidas tomadas pelo governo federal em relação à alta do preço do petróleo, classificando-as como intervencionistas e sem compromisso com o futuro do país.
Marinho afirmou que as atuais medidas representam uma diferença fundamental entre as duas administrações. “Um é intervencionista, não tem responsabilidade com o presente, nem tão pouco com o futuro. Ganhar a eleição é um preço a ser pago, mesmo que para isso signifique quebrar contratos, segurança jurídica, previsibilidade, gerar um passivo para a Petrobras“, criticou.
Em entrevista ao CNN 360°, Marinho comparou as estratégias adotadas pelo atual governo com as implementadas durante o governo anterior, quando ocorreu situação semelhante no início da guerra entre Rússia e Ucrânia em 2022. “Quando o barril do petróleo disparou para US$ 130 em determinado momento, com reflexo inclusive na questão de alimentos, além de energia, a solução que foi apresentada ao país foi a instituição de uma política pública: zerar o PIS-COFINS, que o Governo Federal repete agora, e fazer uma ação monofásica na cobrança do ICMS dos estados”, explicou.
Segundo o senador, a administração anterior optou por não intervir diretamente na economia, estabelecendo parâmetros para a cobrança do ICMS sobre combustíveis, que em alguns estados chegava a 34%. “Foi feita uma parametrização em 18% e o projeto de lei permitiu que os estados pudessem fazer a compensação de uma eventual perda tarifária com ajuste de contas com as suas respectivas dívidas para a União”, detalhou.
O senador também mencionou preocupações com o equilíbrio fiscal, comparando a gestão pública à economia doméstica: “Se você gasta mais do que arrecada, é evidente que em algum momento vai haver um colapso das suas contas particulares, isso não é diferente nas contas públicas”.
Sobre o futuro, Marinho revelou que há cerca de seis meses o PL trabalha na elaboração de propostas para implementação em caso de retorno ao governo em 2027. “Nós temos todo o interesse de restabelecermos um equilíbrio fiscal… As pessoas querem previsibilidade, segurança jurídica, porque o que gera de verdade emprego, oportunidade de renda, não é gastar mais do que se arrecada, não é aumentar a dívida pública”, concluuiu.
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Fonte : CNN