O pedido do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Banco Master recebeu o apoio de cerca de 40% dos integrantes da Câmara dos Deputados – 210 deputados, no total.
Outros 305 deputados, considerando a bancada atual, não assinaram a iniciativa. O número de apoios, no entanto, ultrapassa com folga as 171 assinaturas necessárias para a apresentação oficial do pedido.
O requerimento foi protocolado em 2 de fevereiro e teve o endosso de 210 deputados. A conta inclui dois deputados que não estão em exercício do mandato atualmente: Pauderney Avelino (União-AM) e Ronaldo Nogueira (Republicanos-RS).
Apesar de não ter assinado formalmente o requerimento, o deputado Alencar Santana (PT-SP) apresentou ofício manifestando apoio à comissão de inquérito.
As chances de a CPI avançar, no entanto, são pequenas. Isso porque há uma fila de outros pedidos de comissões de inquérito pendentes. A ordem dos pedidos deve ser respeitada, segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Na quinta-feira (12), o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou um pedido de instalação da CPI apresentado por Rollemberg, que solicitava a abertura obrigatória da comissão.
Pressão por CPMI
Além de uma iniciativa na Câmara, parlamentares, em especial da oposição, também pressionam por uma comissão de inquérito mista, formada por deputados e senadores.
O pedido de uma CPMI foi articulado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da minoria e da oposição na Câmara. Ele reuniu 42 assinaturas de senadores e 239 de deputados.
A iniciativa contou com apoio principalmente de quadros da direita ao centro, enquanto o pedido de Rollemberg obteve maior adesão entre integrantes da base aliada do governo.
O requerimento de Jordy foi apresentado em 3 de fevereiro, mas ainda não consta no sistema do Congresso Nacional, o que impede a conferência de novos apoios.
Veja quem não assinou o pedido apresentado na Câmara
Veja os deputados que apoiaram o pedido
source
Fonte : CNN