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Um novo levantamento realizado pelo instituto Alfa Inteligência revela um cenário eleitoral marcado pela insatisfação dos brasileiros. Segundo a pesquisa, 81% dos entrevistados afirmam que o Brasil “precisa de mudança”, enquanto apenas 18% acreditam que o país “deve continuar como está”.

Em entrevista ao CNN 360°, Emanoelton Borges, fundador do instituto, destacou que aproximadamente um terço dos eleitores brasileiros deve votar motivado pela rejeição a determinados candidatos, e não por suas qualidades ou propostas. “Um terço do eleitor do Bolsonaro votou para que Lula não vencesse. E o eleitor do Lula, 34% votou para que Bolsonaro não vencesse. A conclusão é que um terço dos brasileiros vão votar por rejeição e não pelos predicados do candidato”, explicou Borges ao citar uma pesquisa realizada em 2023 sobre as eleições de 2022.

A análise detalhada dos dados mostra um desejo de mudança que atravessa diferentes espectros políticos. Segundo Borges, “100% dos bolsonaristas querem mudança, 53% dos eleitores esquerdas não lulistas também querem mudança e 97% dos eleitores de centro também desejam mudança”. Este sentimento está diretamente relacionado à percepção de felicidade da população, indicando o que o pesquisador chamou de “convulsão social no sentido de uma infelicidade das pessoas”.

Propostas concretas superam ideologia

Outro dado relevante da pesquisa revela que 52% dos eleitores votarão em candidatos que apresentem “propostas condizentes com a realidade e necessidade das pessoas”. Em contrapartida, apenas 10% escolherão seus candidatos pela ideologia de direita e 7% pela ideologia de esquerda.

“Não é apenas a mudança pela mudança, mas é uma mudança com propostas concretas que sejam críveis”, afirmou Borges, destacando que, apesar da polarização atual, existe espaço para novos atores políticos que consigam dialogar com esse desejo de transformação manifestado por mais de 80% do eleitorado.

A pesquisa também analisou como os eleitores se identificam ideologicamente. Segundo os dados, 12% se consideram de direita bolsonarista, 12% de esquerda lulista, 20% de direita não bolsonarista e 21% de esquerda não lulista. O centro representa 9% e aqueles que não têm posicionamento ideológico somam 24%.

“Um terço do eleitorado vai estar entre a direita moderada e a extrema-direita, um terço entre a esquerda moderada e a extrema-esquerda, e um terço do eleitor que vai estar observando, de fato, quem vai ter chance de poder furar essa bolha”, concluuiu Borges, ressaltando que, no final das contas, o que realmente importa para o eleitor são propostas que possam modificar sua vida cotidiana, especialmente em áreas como segurança pública e outros problemas que afligem a sociedade brasileira.

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Fonte : CNN

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