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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está promovendo uma vigília de orações pela pela saúde do pai. Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta (21), o parlamentar afirmou que o encontro será “pela saúde de Bolsonaro e pela liberdade do Brasil”.

O ex-mandátario está em prisão domiciliar desde o início de agosto, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, após descumprir medidas restritivas impostas a ele, no âmbito do inquérito que apurou a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra o sistema Judiciário. Nesse processo, o filho do ex-presidente foi denunciado pela PGR (Procurador-Geral da República).

Vamos pedir a Deus que aplique a sua justiça aos que perseguem tanta gente inocente e ajudam os verdadeiros bandidos a se manterem no poder. Não tem mal que dure para sempre, e Deus fala na Bíblia que a escuridão mais forte é exatamente a que precede a chegada da luz. E se o momento é o mais difícil para a gente, pode ter certeza que Deus está no comando de tudo”, disse. 

Em outro momento do vídeo, o senador diz que o Brasil “não vai continuar nas mãos de ladrões, bandidos e ditadores”.

“E com a sua força, a força do povo, a gente vai reagir e resgatar o Brasil desse cativeiro que ele se encontra hoje”, prosseguiu.

Além de Flávio, o irmão Carlos, que é vereador pelo Rio de Janeiro, também se manifestou sobre a saúde do pai nas redes.

“Estou com meu pai e jamais o vi como está. Está soluçando dormindo e fico com medo de refluxo nesse estado (…) Se acordado, vomita constantemente; dormindo, fico com calafrios só de olhar. Como gostaria de expor o que vejo, mas estou impossibilitado por medidas ilegais de assim fazê-lo. Meu Deus!”, escreveu.

A convocação dos apoiadores para a vigília acontece logo após após defesa do ex-presidente apresentar ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de prisão domiciliar para a pena de 27 anos e três meses do julgamento do plano de golpe de Estado.

No protocolo, os advogados sustentam que as condições atuais de saúde decorrem da facada sofrida por Bolsonaro em 2018, e que sua situação exige cuidados permanentes “impossíveis de serem garantidos naquele ambiente”

Além disso, o pedido da defesa ocorre às vésperas da ação penal que condenou o ex-presidente “transitar em julgado”, abrindo caminho para o início do cumprimento da pena imposta ao ex-presidente: 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado.

No cálculo feito nos bastidores do STF com base nos prazos da ação penal da trama golpista, o mandado de prisão definitiva tende a ser expedido já na semana que vem — o que pode embaralhar os debates feitos na casa de Bolsonaro sobre as eleições de 2026.

Ramagem

Também condenado no julgamento do plano de golpe, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), deixou o Brasil e está em Miami, nos Estados Unidos.

Ele foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime inicial fechado.

A PF identificou indícios de tentativa de fuga: ele teria saído do Rio de Janeiro rumo a um estado do Norte, seguido por via terrestre até um país vizinho e, de lá, embarcado para os Estados Unidos.

Na quarta (19), o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Após o episódio, o PSOL enviou um requerimento a Moraes, pedindo a prisão preventiva de quatro condenados do núcleo 1 da trama golpista.

Na petição, o partido pede a preventiva do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; do ex-ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno; do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; e do ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

“A presença de investigado já situado no exterior — como é o caso de Ramagem, segundo amplamente noticiado — juntamente com precedentes recentes de evasão de outros investigados, configura risco real, concreto e atual, que não pode ser ignorado pelo Supremo Tribunal Federal”, justificou.

Segundo a legenda, a medida é “imprescindível” para impedir a fuga dos condenados e “assegurar a efetividade das decisões judiciais”.

“A ausência de informações claras acerca de eventual devolução de passaporte, somada à fixação de residência no exterior, configura evidente risco à aplicação da lei penal, especialmente considerando sua condenação imposta nos autos de ação penal perante este Supremo Tribunal Federal”, disse.

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Fonte : CNN

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