Os países do Golfo vivem um momento delicado diante da escalada de tensões no Oriente Médio. Ataques atribuídos a Irã em diferentes partes da região parecem ter como objetivo pressionar pela saída dos Estados Unidos do Oriente Médio.
Ao mesmo tempo, Washington e Israel buscam convencer parceiros árabes a se posicionarem mais firmemente contra Teerã.
Apesar da pressão crescente do presidente Donald Trump e de um alerta sobre possíveis “consequências” feito pelo senador americano Lindsey Graham, muitos governos do Golfo seguem relutantes em se envolver diretamente no conflito.
Caso o confronto se amplie, a Arábia Saudita, considerada a principal potência regional entre os países árabes do Golfo, poderia enfrentar combates em várias frentes.
Entre os riscos está uma intensificação dos ataques dos rebeldes houthis no Iêmen, grupo alinhado a Teerã que já atingiu rotas marítimas estratégicas próximas à entrada do Golfo.
Além da ameaça militar, líderes da região também demonstram preocupação com possíveis ataques contra infraestrutura civil.
Em uma área marcada pela escassez de água, instalações de dessalinização são essenciais para o abastecimento de milhões de pessoas.
No fim de semana, uma usina de dessalinização na Ilha de Qeshm, no território iraniano, foi atingida. Em resposta, forças iranianas lançaram um ataque com drones contra uma instalação semelhante no Bahrein.
Analistas alertam que esse tipo de troca de ataques pode ampliar rapidamente os danos à infraestrutura vital do Golfo, aumentando o risco de uma crise humanitária e econômica na região.
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Fonte : CNN