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A diretoria da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) aprovou nesta quinta-feira (12) sua primeira outorga verde. A proposta vencedora foi da empresa Hardrada Energy Tech 

A companhia vai instalar um “sistema de geração de energia pela coleta de resíduos da cidade e do mar” no Porto de Suape (PE). O contrato tem previsão de prazo de 48 meses de duração. O projeto estima investimentos de até R$ 28,8 milhões 

Outorga verde é o nome de dado às autorizações temporárias para ocupação e exploração de áreas ociosas localizadas em portos organizados. O objetivo é a execução de projetos inovadores de transição energética, envolvendo tecnologias emergentes e métodos de trabalho associados. 

A outorga acontece dentro ambiente regulatório experimental (sandbox regulatório) que a Antaq utiliza pela primeira vez. No ano passado, a agência publicou um edital de chamamento convidando empresas interessadas a participar.  

O edital previa a escolha dentro de quatro áreas: geração de energia renovável; infraestrutura para combustíveis alternativos; eletrificação de operações portuárias e bunkering (abastecimento de combustíveis marítimos) de combustíveis limpos.  

Destinação Comercial 

A Hardrada Energy Tech vai utilizar uma área de cinco mil m² na Zona Industrial Portuária de Suape. O projeto vai receber, separar e transformar resíduos urbanos e da área portuária para fabricação de combustíveis renováveis e produtos agrícolas, aproveitando também matéria prima que já é importada através do porto.  

A nova planta da Hardrada vai instalar reatores para processos de pirólise e gaseificação dos resíduos. Aproveitando material dos municípios pernambucanos de Capo de Santo Agostinho, Ipojuca e Jaboatão dos Guararapes.  

“Utilizamos aquilo que seria enviado aos aterros sanitários para dar uma destinação comercial”, explica Arnaldo Mendes, sócio da Hardrada e líder do projeto em Suape. 

A empresa pretende cadastrar cooperativas de reciclagem, catadores, sucateiros, prestadores de limpeza urbana, fornecedores industriais e operadores logísticos offshore para obtenção de matéria prima. 

Mendes explica que a posição estratégica dentro de Suape possibilita também a utilização de resíduos marítimos da área portuária, como resíduos orgânicos, madeiras, plásticos, borra de limpeza industrial, embalagens e resíduos de galpões.

O empresário afirma que as atividades da Hardrada vão ajudar no equilíbrio das emissões de carbono no Porto de Suape.

O projeto aprovado prevê a entrada em operação com 90% da capacidade em 25 meses. 

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Fonte : CNN

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