O cientista político Alberto Carlos Almeida afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentaria grandes dificuldades para se reeleger caso o pleito ocorresse hoje. A declaração foi feita durante o Hora H desta quarta-feira (11), em análise à recente pesquisa Genial/Quaest, que apontou empate técnico em eventual segundo turno entre o mandatário e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo Almeida, a avaliação positiva do atual governo, medida pela soma de “ótimo” e “bom”, está em torno de 30% a 35%, índice considerado insuficiente para garantir uma vitória eleitoral com segurança. “Se a eleição fosse hoje, ele não venceria”, afirmou o especialista, destacando que esse percentual de aprovação coloca o atual presidente como “favorito para perder”.
O cientista político explicou que a avaliação do governo é o principal fator que influencia o voto em uma eleição para reeleição. “Você tem ali uma faixa, que é essa faixa que Lula está hoje, entre 30%, 35%, 36%, que é uma faixa difícil. A Dilma foi reeleita com muita dificuldade, com 36% de ótimo e bom”, comparou Alberto. Ele acrescentou que, historicamente, muitos governadores com esse percentual de aprovação não conseguem se reeleger.
Crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas
A análise também abordou o crescimento de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto. De acordo com Alberto, esse fenômeno ocorre porque o eleitor que avalia mal o governo Lula, e que antes não tinha opção de candidato, agora encontrou uma alternativa. “Aquele eleitor que avalia mal o governo Lula, que não tinha candidato, passou a ter”, explicou.
“Eu achava o Lula ruim, ia votar nele, mas agora tem uma opção”, exemplificou Alberto, simulando o raciocínio desses eleitores.
Sobre as chances de recuperação, o cientista político foi direto: “Se a avaliação ótima e bom de Lula melhorar, ele fica sendo claramente o favorito”. Entretanto, caso os índices permaneçam estagnados, o cenário se complica para o atual presidente.
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Fonte : CNN